Foi José Paulo Paes, escritor com alma de criança, falecido em 1998, quem disse que todo poeta tem algo de infantil. “A criança, a todo o momento, está descobrindo o mundo. E o poeta, por sua vez, é aquele que redescobre o mundo. Quando supera a estereotipia que a vida cotidiana o obriga, ele redescobre o mundo. E é como se estivesse vendo as coisas pela primeira vez.” Enterrados no trabalho, estressados com o trânsito e preocupados com o saldo da conta bancária, os adultos deixam de aproveitar as descobertas que o mundo oferece. “Falta tempo”, se desculpam. Ao que o poeta rebateria: “Falta é poesia.” Por exemplo, são poucos os pais que têm o hábito de anotar os diálogos ou comentários de seus filhos quando eles começam a falar e a interagir. Ter esse hábito pode resultar em uma coleção de dizeres que tanto pode ser engraçado quanto surpreendente. O dramaturgo e médico pediatra Pedro Bloch costumava transcrever dizeres infantis. Alguns deles: “Amar: é pensar no outro mesmo quando a gente nem tá pensando”; “Cor-de-rosa: é vermelho… mas bem devagarzinho”. Os educadores são unânimes em afirmar que não se devemos desprezar o que as crianças dizem. Na melhor das hipóteses, é importante para a auto-estima da criança saber que apreciamos o que elas dizem!


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