Vocês acham que só gente grande sabe ler?

Bem sabemos que muito além do Dia da Criança, existem responsabilidades que são intransferíveis. Muito além das Declarações dos Direitos das Crianças, existe para nós um dever especial: o de aprender com elas. E foi olhando uma criança que me dei conta que elas são um gesto de compaixão e de esperança em um mundo tão profundamente sofrido e angustiado. Elas são nossos maiores educadores, pois nos ensinam que antes de haver um pecado original, havia uma inocência original. E me dei conta que elas são o encorajamento que necessitamos uma e mil vezes para seguir em frente quando tudo parece estar desabando. Foi olhando uma criança que me dei conta que elas são o que de melhor possuímos: a coragem de existir. A professora Sandra Kezen, de Campos, Rio de Janeiro, relatou que sua filha mais nova aprendeu a ler com as revistas da Mônica. Todas as tardes ela apanhava uma revista e ficava olhando. Um belo dia ela deu aquela risada gostosa que só as crianças conseguem dar e disse: “:– Olha, o Cebolinha falou (…) para a Mônica!” Ninguém acreditou no que ela disse, mas o avô foi para perto dela verificar se ela tinha realmente entendido, ou lido a revista. E ela: “– Vocês acham que só gente grande sabe ler?”


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