A chamada “palmada pedagógica”

A TV Câmara debateu recentemente a palmada na educação familiar. Todos os convidados disseram ser contra a violência como forma de educar. Foi debatido o Projeto de Lei 2654/03, da deputada Maria do Rosário, do Rio Grande do Sul, que proíbe a punição corporal de crianças e adolescentes, inclusive a palmada e o popular tapinha no bumbum. O projeto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código Civil e está na Comissão de Educação e Cultura, relatado pela deputada Raquel Teixeira, de Goiás. O pediatra e deputado Eduardo Barbosa, de Minas Gerais disse que a violência contra crianças deveria ser assunto abordado nos consultórios médicos. Ele lamentou que raramente os pediatras perguntem aos pais como educam os filhos. O deputado condenou a chamada “palmada pedagógica”, o tapa com suposta intenção de educar. E disse que os educadores precisam se debruçar mais sobre o tema porque alguns ainda acreditam que a palmada faz parte da educação. Bem sabemos, que o uso da violência, seja ela qual for, jamais poderá gerar uma cultura de paz em nossas famílias. Voltaremos a este assunto.

4 Responses so far.

  1. Thais disse:

    Sou de um tempo em que levava as clássicas palmadas e sou uma pessoa de bem.O meu receio é que esta psicologia do tudo pode pra não traumatizar tem criado verdadeiros monstrinhos.Eu acho que tem de ter sim.Tenho duas netas,elas estão totalmente desgovernadas,conversam como adulto,se mete nos assuntos do adulto,eu ando apavorada com o que tenho visto.Por outro lado fui criada tão bem,mas de nada vale para os dias de hoje,estou como um peixe fora do meu mar…Eu não sei aonde isso tudo vai chegar,nem quero mais estar aqui para ver.Estou sim com muito mêdo de tudo.E agradeço os meus pais as boas palmadas que levei,na hora deu uma raiva! mas hoje eu entendo.Eu não sei é isso,se tratar uma criança de hoje,como nós fomos criadas,elas não terão o perfil de suportar a vida que vem por ai,eu não sei mais nada!

  2. Paulo Osorio disse:

    Esse jornalista é mais um responsável por tudo isso que acontece hoje em dia, onde as crianças não respeitam mais nada, não têm mais limites. Agora querem proibir os pais de edcuarem seus filhos. Já não basta terem acabado com as escolas públicas, inventando a aprovação automática que diploma analfabetos, agora querem impedir os pais de educar seus filhos com limites.

    O objetivo desse pessoal, incluindo o jornalista desse blog, é desestruturar totalmente a sociedade e criar o CAOS. Criança para ser educada tem que levar palmada sim. Quando começaram essas teoriazinhas modernas o que aconteceu? As crianças perderam os limites e a noção de certo e errado e hoje temos que aturar pitboys pelas ruas.

    A sociedade precisa reagir!!
    Vamos convocar a sociedade toda para dar um basta nessa desgraçada deputada Maria do Rosário, que só podia mesmo ser do PT para propor uma asneira dessas.

  3. Antonio Tavares disse:

    Até parece que o governo depois do mensalão e de toda esssa corrupção tem alguma moral para ensinar os pais como devem educar seus filhos. Estamos em um pais onde se libertam criminosos terríveis na rua e onde a impunidade impera. Existem certas pessoas que colocam bandidos e cidadãos de bem no mesmo patamar. Para essas pessoas tudo é violência. Acho uma ignomínia e uma hipocrisia querer dizer que os pais que dão tapinhas em filhos malcriados são pessoas violentas. Violento para mim é o governo do PT que quer impor as coisas de uma maneira autoritária, não cumpre suas promessas sociais e não punem criminosos verdadeiros. Chega de leis imbecís e autoritárias. Nós cidadãos de bem só servimos para pagar impostos e votar nesses malandros. Se não tiver certeza da história de seu candidato, anule o seu voto.

  4. Antônio de Albuquerque Paixão disse:

    Realmente vivemos a era da perda de tempo com assuntos que são da esfera privada. Agora o governo quer mandar em nossos filhos também. É a pseudo-democracia, ou melhor a ditadura ultra-legalista de um pseudo-estado democrático de direito. Direito de interferir na educação de pais e mães. Fui criado à moda antiga, na base do castigo, da palmada na bunda e do tapa na mão para punir as birras e os excessos dos egocentrismos infantis. Nunca fiquei com qualquer vestígio ou laivo de trauma por conta disso. Me lembro que meu pai era um educador rígido e disciplinador ao extremo mas sempre soube demonstrar o amor que tinha pelos filhos até na hora de puni-los. Tem um ditado na Capoeira Regional do saudoso Mestre Bimba que diz o seguinte: “é melhor apanhar na roda do que na rua”. O mesmo pode se aplicar na educação dos filhos: é melhor apanhar dos pais em casa do que da vida. Pé de galinha não mata pinto, já dizia o ditado popular. A cultura do pode tudo, na criação dos filhos, não passa de uma mistificação ridícula e reducionista do problema que é educar. Querem que tratemos nossos filhos como se fossem adultos, como se tivessem a maturidade para entender os porques das proibições. Quero que me expliquem como agir com um filho que está fazendo mal-criação porque quer tomar sorvete antes de almoçar. Ou que não quer escovar os dentes. Ou que não quer ir a escola. Deixemos eles escolherem seus destinos e vejamos o resultado disso tudo. Palmada é bom e a sociedade agradece. E Deus me livre de ver os filhos mimados desses deputados chegarem ao poder com todos os vícios da educação deturpada que seus pais lhes dispensaram. Quem quiser que crie cobra para te morder. Eu mesmo não. E vão procurar coisa mais importante para fazer porque de leis idiotas nós estamos fartos. Aliás, se o povo soubesse como são feitas as leis e as salsichas nesse país, não dormiria tranqüilo. E já dizia o filósofo Sêneca, “numa República corrompida fazem-se muitas lei”. Nesse país só se falta legislar acerca da posição de defecar. Ora me deixem.


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