A morte tem “cor” no Brasil

Cor e VitimizacaoGláucio Soares e Dorian Borges, estudiosos do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), demonstram a existência de relações entre gênero, idade, estado civil e cor da pele, por um lado, e vitimização, por outro – relações que se repetem todos os anos e em quase todos os estados. A falta de dados mais precisos impossibilitou o estudo sistemático dessas relações no país durante muitas décadas, mas agora é possível saber que a morte tem “cor”. A suspeita já existia, mas antes não havia como demonstrá-la, porque a “cor” estava morta em muitas estatísticas brasileiras. Embora os dados nacionais ainda apresentem imprecisões, já são suficientes para comprovar que a grande maioria dos indivíduos que têm sua vida interrompida por assassinatos são os homens, adolescentes e jovens adultos (em especial entre os 14 e os 30 anos) e, entre eles, principalmente os negros – grupo que, segundo critérios censitários, inclui ‘pardos’ e ‘pretos’. Como se vê, temos ainda uma longa caminhada para a igualdade racial no Brasil.


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