Mulheres e mercado de trabalho

IBGEEstatísticas já demonstraram que a participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro ampliou-se na década de 90. Segundo dados do IBGE, a presença feminina na população economicamente ativa do país cresceu cerca de 9%, enquanto a masculina caiu aproximadamente 4%. Porém, ao contrário do que se poderia supor, a inserção qualificada – motivada pela oferta de bons empregos e salários e alimentada pelo desejo da mulher de obter realização profissional –, tem pequena parcela de responsabilidade nesse crescimento. Ocorreu, sim, uma significativa precarização da mão-de-obra feminina urbana, resultado, entre outros fatores, do ingresso no mercado de um expressivo contingente de mulheres na faixa etária de 40 a 54 anos, com baixa escolaridade e sem profissionalização. A grande maioria delas se tornou empregadas domésticas premidas pela necessidade de auxiliar a família economicamente. Tanto aqui como em outras partes do mundo, o problema aprofunda as desigualdades socioeconômicas entre ricos e pobres e estimula a oferta da atividade, principalmente por parte de famílias com crianças pequenas e nas quais as mães trabalham fora de casa. Nesse caso, o fenômeno revela a ironia: mulheres só conseguem sair de casa para trabalhar porque contam com outras que são pagas para as substituírem no lar. Buscar a justiça no mundo em que vivemos passa pela promoção dos direitos da mulher.

One Response so far.

  1. phentermine disse:

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