A Unicamp e as cotas para negros

Unicamp e as cotas para negrosSem cotas, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das maiores universidades do País, conseguiu neste ano aumentar em cerca de 40% o número de alunos de escolas públicas, negros e índios entre os aprovados no seu vestibular. A instituição criou um sistema de ação afirmativa próprio, em que esses estudantes recebem previamente pontos adicionais na prova. O maior efeito ocorreu no curso de Medicina, o mais concorrido e conceituado deles: neste ano os jovens vindos do ensino médio estadual serão 300% mais do que no ano passado – 29 ante apenas sete em 2004. Segundo o reitor Carlos Henrique de Brito Cruz, estudos com sete gerações de alunos da instituição mostraram que a capacidade de desenvolvimento intelectual e acadêmico do estudante de escola pública é maior que a de seu colega da particular, numa situação em que os dois ingressam na Unicamp com notas semelhantes no vestibular. Pesquisas mostram que muitos jovens carentes nem sequer se inscrevem em seleções de universidades públicas porque não se consideram capazes e também por causa do valor da taxa do vestibular. Iniciativas bem sucedidas como esta merece o nosso maior aplauso!

One Response so far.

  1. César disse:

    Minha mãe era lavadeira e cozinheira, meu pai guarda-noturno, sempre estudei em escolas públicas e de periferia e já morei em um cortiço e até em um cômodo com um banheiro (sem pia) para duas casas, mas eu que sou o vilão por “não ser suficientemente negro” para agradar aos padrões de um bando de canalhas (brancos, em sua maioria, aliás), lobos em pele de cordeiro, enrolando o rabo, sentando na própria bunda e tentando se fingir de santos, apontando para os outros. Eles pouco se importam com as pessoas, só ligam para eles próprios. Ninguém conta pontos sendo bonzinho comigo. Sou tratado como um pedaço de lixo por ser muito feio e apesar de passar em primeiro lugar em vários concursos públicos, um imbecil, puxa-saco, arrogante, traíra e invejoso que ficou em lista de espera no vestibular mais furreca do mundo (Unesp), fez mestrado na Unicamp e está fazendo doutorado na França, só porque é negro (Glaydson José da Silva). Vão criar vergonha na cara! As pessoas não aceitam que uma pessoa com a minha aparência possa ser melhor do que elas e me humilham constantemente, ao ponto de eu desistir de uma carreira universitária e depois da minha profissão de professor. Eles não se importam com os negros e os pobres, só querem aparecer como santos e se fazer de vítimas, mas eles é que são os canalhas, os verdadeiros vilões! Não preciso de cotas, só quero respeito.


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