Passaporte para o futuro: educar as meninas

O pensador FinkielkrautHoje falaremos dos direitos humanos das mulheres. Nem sempre as mulheres foram reconhecidas como sujeito de direitos humanos. Parafraseando Finkielkraut, não bastou à mulher ter face humana, mãos, órgãos, um corpo, sentidos, desejos, emoções; sangrar quando a ferirem, rir quando lhe fizerem cócegas e se vingar das ofensas – esses traços universalmente humanos nunca foram seu salvo-conduto. Apesar de tantas obviedades, para a mulher pertencer à humanidade, de pleno direito, foram necessárias coragem, ousadia, perseverança e quase meio século de luta. Somente a partir da Conferência de Direitos Humanos de 1993, os direitos das mulheres ganharam o status de direitos humanos, marcando assim a entrada das mulheres na humanidade “visível”. Há ainda toda uma caminhada para que se obtenha a plena igualdade entre os sexos, o que inclui uma mudança na forma como as meninas são educadas. Infelizmente elas não são educadas para serem profissionais, mas para ficar em casa cuidando dos filhos e da casa, e isso se reflete na maneira como elas são vistas pela sociedade. E depois, se alguma discriminação deve existir, que seja em favor das mulheres, pois elas são as mães das gerações futuras.


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