“Não há porque alguém favorecer um parente”

NAO AO NEPOTISMOProibir que o nepotismo continue como uma praga que se alastra por todo o serviço público no Brasil é uma questão de direito. E a pressão da opinião pública é fundamental nesta hora. Um bom resultado da força da opinião pública foi expresso quando, há poucas semanas, cogitou-se o aumento de salário para os deputados. Naquela ocasião, os e-mails (dos deputados) foram bombardeados com mensagens de repúdio. Foi sem dúvida uma vitória da opinião pública. Já está tramitando na Câmara dos Deputados o Projeto de Emenda à Constituição (PEC 128/2003) que dispõe sobre o nepotismo. O projeto tem como autor o deputado federal Antonio Carlos Biscaia, do PT do Rio de Janeiro. Para Biscaia, seu projeto – que prevê a proibição do nepotismo em todos os poderes, nas fundações e autarquias – não fere o princípio da isonomia. Ele afirma que, “se todos forem iguais, não há porque alguém favorecer um parente”. Mas, infelizmente, é isso o que acontece. Vez por outra, recebemos pela Internet mensagens que listam as autoridades que empregam em sua área de influência direta filhos, cunhados, sobrinhos e até mesmo sogras e sogros. Nessa situação, soa irônico alguém afirmar que no Brasil a lei é igual para todos. Pressionemos o Congresso contra toda forma de nepotismo.

2 Responses so far.

  1. Edgar disse:

    Bom, sou a Favor do Nepotismo Sim!

    Exemplo, se a empresa é minha eu trato com prioridade e provilégios quem eu quiser, eu quem tenho a última palavra, lembrem-se todos meus amigos do velho ditado: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”
    Agora, se eu que sou o diretor ou dono da empresa, quem mando no pedaço e resolvo colocar um parente para ter privilégios e mandar eu pesarei as consequências disso antes de fazer e é um problema meu individual!
    Paciência…

  2. ISABEL disse:

    Veja bem: Se a empresa é minha faço o que quero. Pago os encargos sociais e assumo prejuizos com pessoas que contrato mal.

    Mas na Administração Publica o interesse é da sociedade. Não posso e não tenho o direito de facilitar erros.

    O dinheiro não é meu. Não posso facilitar prejuizos. O problema não é meu e sim de quem duramente trabalha e paga os encargos sociais. Administro para o povo e não para mim pessoalmente. Certo? Concorda ou não?


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