EUROPAAcostumado a associar o alastramento de doenças a países asiáticos ou latino-americanos, eis que tomo conhecimento de um estudo indicando que 127 milhões de europeus sofrem de doenças psíquicas e psicossomáticas. Na Europa, os custos para os sistemas de saúde chegam a 600 bilhões de euros ao ano. E vocês sabem o que mais contribui para deixar os europeus doentes? As pressões no trabalho e na família, o medo do desemprego e a falta de perspectivas. Trata-se de um estudo sério realizado pelo European Brain Council (EBC), publicado em Bruxelas. Vale repercutir a declaração do neurologista dinamarquês Jes Olesen, presidente do EBC. Ele afirmou que “o cérebro humano não está preparado para o crescente estresse das sociedades civilizadas”. A pesquisa levou em consideração os 25 países da União Européia ampliada, que inclui Islândia, Noruega e Suíça. Neles, 27% da população sofre das 12 principais moléstias psíquicas e neurológicas, como dependência de álcool e medicamentos, esquizofrenia, depressões e ataques de pânico. As vítimas do estresse civilizatório podem ainda sofrer de tumores cerebrais ou epilepsia, assim como de enxaqueca, traumas ou seqüelas de um derrame cerebral. O tema merece nossa pausada reflexão. Diz respeito aos nossos dias, à modernidade, ao progresso tecnológico. Está ligado ao nosso senso de humanidade.


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