Leo viaja a Israel

cupulaBabSemana passada encontrei um amigo em Valinhos, interior de São Paulo. Foi o Francisco Leocádio, um piauiense que veio para São Paulo há uns 15 ou 20 anos. Conheço-o desde 1978. Leo, seu nome de paz, é cego. E é a personificação do entusiasmo, da alegria de viver, de papo fácil, todo sorrisos. Dono de raciocínio apuradíssimo, domina o Português como ninguém. Ele me disse que usa um programa de computador chamado Virtual Vision, que é um leitor de tela. Com esse programa ele ouve tudo que aparece no seu monitor. Para minha surpresa, Leo me falou que já “leu” um dos meus livros, o Viajar é Preciso. Pois bem, ele me dizia que há algum tempo resolveu viajar para Israel. Queria conhecer os lugares sagrados de sua religião – a Fé Bahá´í –, que ficam no Monte Carmelo, na cidade portuária de Haifa. Comecei então a pensar nos percalços enfrentados por alguém que, sendo deficiente visual, embarca em uma aventura como essas. Ele saiu de São Paulo, pegou uma conexão em Zurich e de lá seguiu para Tel Aviv. Vale registrar que ele “arranha” muito pouco o Inglês. Dizia-me que só teve medo uma vez, quando pegou uma condução para se deslocar de Tel Aviv para Haifa e os seguranças do aeroporto pressionaram-lhe com uma dezena de perguntas, todas em inglês. Leo respondeu a todos em português mesmo e, ainda que estivesse com medo, não perdeu o controle. Para resumir, esse querido amigo fez a viagem com que sempre sonhou, passeou pelo Santuário do Báb, subiu as encostas do Carmelo, ofereceu orações a Deus e, depois de nove dias de peregrinação, retornou são e salvo ao Brasil. O direito de ir e vir deve ser sempre assegurado a todos, e é uma das mais importantes questões de direito. E o Leo apenas fez bom uso desse direito.


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