A cor na aprovação do FIES

Uma boa notícia. O Ministério da Educação incluirá, a partir deste ano (2004), a raça do candidato entre os critérios de classificação e seleção para o Fies, o financiamento destinado a estudantes de instituições particulares de ensino superior. De acordo com a nova classificação adotada pelo governo, a chance de um aluno que se declarar negro ser aceito no Fies será 20% maior que a de um branco. Além disso, caso haja empate no processo de seleção entre um candidato branco e um que se declarar negro, o segundo terá prioridade. Se o empate ocorrer entre dois negros, o critério será desempate o arrimo de famí­lia. São medidas como essa que ajudarão a resgatar a enorme dí­vida social que temos para com os negros no Brasil. A adoção de cotas destinadas a negros no ensino superior e o acesso ao financiamento são dois exemplos. Aos poucos caminhamos para a construção de uma sociedade mais justa. Muito ainda há de ser feito nessa direção. Mas uma longa caminhada começa sempre com um primeiro passo.

2 Responses so far.

  1. Fábio Góis disse:

    Tiro a chapéu não apenas para esse texto, mas para a inciativa do autor em, numa época marcada pela cultura imediatista, ou simplesmente pela falta de cultura, escrever sobre temas de importância inegável. E que eu, por sortilégio e grata força das circunstâncias, já conhecia de antemão. Tanto os textos quanto o autor. O site vem em boa hora, numa época em que os (verdadeiros) valores são tão desprezados. E outros tão subrepticiamente ostentados…
    Só uma coisa, caro Washington: falta Clarice Lispector… fica a sugestão desse seu amigo lispectoriano (talvez alguma citação dela, ou talvez pudesse ser incluído o site oficial de Clarice nos links à esquerda, ao lado do “Clube do Tom”. Clarice já até o entrevistou para a revista Manchete nos anos 70).
    Um abraço!
    Fabão

  2. Tessie disse:

    Finde eigentlich voll okay, wie Kosmar agiert: er macht rum, probiert und lotet aus. Unerträglich finde ich Scoble oder Jarvis oder Basic. Die glauben immer alles zu wissen: was das ist, was es nicht ist und wie sich das in 5.000 Jahren entwickeln wird. Alles immer so sesfntreberelziell, neunmalklug, kassandrisch. Langweilt.


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