A Universidade Federal da Bahia aprovou, após um ano de estudos, o projeto que estabelece uma cota de 43% de todas as vagas da instituição para estudantes vindos da rede pública e para negros, além de 2% para índios ou descendentes, desde que tenham estudado em uma escola pública. Há muito tempo sabemos ser praticamente impossível no Brasil o ingresso no ensino superior de alunos das escolas públicas. São esses alunos que compõem a grande maioria das famílias de baixa renda. A decisão da UFBA é uma forma de se fazer justiça social. Afinal, não é a educação o maior patrimônio que podemos deixar para nossos filhos? Não podemos desconhecer que a educação é o único caminho para o desenvolvimento do potencial humano. Políticas como essa demonstram que é possível reverter um quadro alarmante de disparidade social. Eis uma ótima notícia e um exemplo a ser seguido por centenas de universidades em todo o país. O Rio de Janeiro também criou nos últimos anos o sistema de cotas para afrodescendentes. Começamos, finalmente, a pagar uma dívida social histórica.


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