Nos últimos meses nos inteiramos de fatos trágicos acontecidos em Brasília, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na capital federal, um cidadão alemão foi assassinado por ordem de sua esposa, uma brasileira residente no entorno de Brasília. O objetivo do crime: receber a apólice de seguro, algo como US$ 500 mil. Em São Paulo, uma jovem com a ajuda do namorado e do irmão deste, assassinou os pais. No Rio de Janeiro o casal Stahelli teve um fim violento. A policia norte-americana enviou reforços para a investigação. Todos os crimes tiveram a marca da crueldade e a mesquinharia como principal motivação. Quando um crime, desses clamorosos, ainda se encontra em fase de investigação, eis que um outro ganha espaço na imprensa. Hannah Arendt, que fez a cobertura do julgamento do oficial nazista Eichmann, em 1961, escreveu uma tese sobre o que ela chamou de banalidade do mal. A verdade é que existe um profundo sentimento de insegurança coletivo. E um mal-estar que corrói a humanidade. Resta-nos apenas refletir sobre as causas desse mal-estar e continuar sentindo indignação com essas situações-limite.


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