A vida ‘como ela é’ parece ser a opção preferencial dos temas de nossas novelas e programas humorísticos. Passamos a vida inteira a ensinar nossos filhos a ter respeito pelos idosos, negros, índios, portadores de deficiências, pelas mulheres e, repentinamente, vemos em um único capítulo de novela toda a negação desses valores. Os vilões, aqueles que demonstram machismo, preconceito racial e usam e abusam de linguagem de baixo calão, parecem estar sempre por cima, são bem-sucedidos nas tramas novelescas. É praxe, ao fim da novela, eles serem exemplarmente punidos, caírem em desgraça, pagarem pelos males cometidos. Mas não é tempo demais esperar pelo fim da novela? E os maus-exemplos, a falta de ética e de consideração para com o próximo, mostrados de forma exagerada no transcorrer das novelas? É urgente que se criem códigos de ética para regular o conteúdo desses programas às diversas faixas de idade. Pois, de outra forma, tanto os pais quanto aqueles que cuidam da educação de nossos filhos terão o penoso sentimento de que o fazem em vão.


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