Tratando com seriedade os pequenos pacientes

Pequenos pacientesÉ isso mesmo. Vestida de roupão, luva, máscara e touca cirúrgicas, que teimam em escorregar, de tão grandes, Emily, de 5 anos, participa de uma operação de faz-de-conta. Segundo ela, o coração de feltro da boneca “está batendo forte demais” e, por isso, é preciso “consertá-lo”. Após a anestesia, ajuda a colocar o tubo de oxigênio, a sonda e o dreno e usa o bisturi para abrir o peito de pano, “acompanhando os batimentos cardíacos” no monitor. Repete a brincadeira outras cinco vezes, familiarizando-se com uma experiência que, dentro de um mês, vai vivenciar para curar-se de um sopro no coração. A simulação faz parte de um projeto inovador do Instituto Nacional de Cardiologia Laranjeiras no Rio de Janeiro. No local foi criado, há quatro anos, um pré-operatório infantil que associa informação e divertimento. Enquanto os pais são orientados por uma equipe multidisciplinar, os filhos se entretém com brinquedos, o que facilita o enfrentamento do momento delicado que é uma cirurgia cardíaca. Embora não tenha sido realizada uma pesquisa para avaliar o impacto do pré-operatório infantil, a psicóloga da cardiopediatria, Vanessa Espíndola, assegura que os pequenos pacientes e os pais “tendem a reagir melhor” durante a internação e após a cirurgia, quando passam pela reunião conjunta. Está pra lá de comprovado que a cidadania é melhor assimilada, em situações do dia a dia, com o acesso amplo à informação!

One Response so far.

  1. Didn’t notice it before…quite clever.


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