Cerca de 20% das crianças que nascem a cada ano no Brasil são filhas de adolescentes. Em comparação com a década de 70, atualmente três vezes mais garotas engravidam com menos de 15 anos. A maioria não tem condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade. Acontece em todas as classes sociais, mas a incidência é maior e mais grave nas populações mais carentes. Em razão da repressão familiar, algumas adolescentes grávidas fogem de casa. Quase todas abandonam os estudos. A orientação sexual adequada é importante às futuras mães. Mas, e quanto aos jovens pais? Eles não podem apenas ser aqueles que lançam as sementes. Há que se convir que colocar um filho no mundo nunca foi difícil. Difícil é ser responsável por ele. As vítimas, em qualquer situação, são as crianças. A solução do problema está em casa, na família. Orientar os filhos sobre sexo e reprodução é antes de tudo uma questão de direito.

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