Música tem cor?

Ray CharlesSeria impossível conceber a música sem a contribuição do negro. Vejamos alguns exemplos. A nível internacional, o jazz não teria nascido sem Louis Armstrong, Miles Davis, Dizzy Gillespie. O blues não seria concebido sem Ella Fitzgerald, Alberta Hunter, Ray Charles (foto) e Billie Holliday. As baladas perderiam o sabor sem Edith Piaf, Nat King Cole e sua filha Nathalie Cole, sem Johnny Mathis ou Billy Paul; só para citar alguns expoentes dessa tradição musical. E Stevie Wonder, o cego que vê música na arte com que faz a vida. Os timbres preciosos de Tina Turner, Diana Ross, o jamaicano Jimmy Cliff a rejuvenescer a rica música do Caribe. E em nossos dias, como nos imaginar sem a alegria e o ritmo contagiante de uma Tracy Chapman, ou de um Michael Jackson cantando We are the world. A nível brasileiro, a riqueza musical é realmente impressionante. Os estilos e as contribuições são múltiplos, e a genialidade também: a poesia em feitio de acordes de um Lupicínio Rodrigues a embalar tantas gerações de enamorados e boêmios. Os moinhos e as rosas que não falam do mestre Cartola. O ritmo e a elegância de Noite Ilustrada e Agostinho dos Santos. Precisamos apreciar adequadamente esses gênios da música. E veremos com que belo painel os afro-descendentes têm brindado a humanidade.

One Response so far.

  1. Dad disse:

    É impossivel dissociar a música sem as cores: o fado sem o negro dos xailes e o cabelo negro da Amália Rodrigues; o samba sem o verde/amarelo, os blues sem os esfumados, o tango sem o vermelho, a valsa sem os rendados brancos e rosa dos salões, o rap sem o preto e branco e as cabeças rapadas, o rock sem os dourados do Elvis e as músicas da minha adolescência com todas as cores do amor a despontar.


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