Cidade de Deus, filme emblemático

O cinema está, como todo cinema, tranqüilo. Nunca esperamos confusões em uma sala de cinema, muito menos barulhos inesperados. A única intranqüilidade está na tela. Cidade de Deus avança como viatura de polícia a desarrumar nossas aparentemente arrumadas visões do mundo. O Brasil está ali no celulóide, na alma de Zé Pequeno, na vida crua de Buscapé, na ambigüidade de Sandro Cenoura. Cidade de Deus, o filme de Fernando Meirelles baseado no romance homônimo de Paulo Lins, vai fundo na busca frenética das causas do crescimento do crime organizado nesse subúrbio do Rio de Janeiro, entre os anos 60 e o início dos anos 80. A informação aparentemente banal de que a estória é baseada em fatos reais fornece maior combustível para uma reflexão inadiável: quantas cidades de Deus produzimos durante o momento em que pressiono o teclado do computador? Cidade de Deus é um filme emblemático, porque faz emergir sentimentos bem estranhos: uma torcida silenciosa para que o delinqüente seja bem sucedido, e também uma ira sagrada contra a hipocrisia de nossos costumes. A força da corrente, já ensinava o jurista bahá´í Kiser Barnes em 2000, é medida pela força de seu elo mais fraco. Em Cidade de Deus podemos aferir com absoluta fidelidade o quão forte e saudável é a nossa sociedade. Vale a pena ver.

One Response so far.

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