Encontro de Direitos Humanos em Bras liaAcabo de sair de um painel do IX Encontro Nacional de Direitos Humanos. O Encontro Nacional, que começou hoje, vai até o dia 18 de agosto. O tema central do evento é mais que oportuno: “Direito Humano à Comunicação: um mundo, muitas vozes”. Pois bem, convidado para participar de um painel, aceitei debater o tema “A importância da Comunicação na Educação em Direitos Humanos”. Uma experiência preciosa. Lado a lado, militantes de direitos humanos no Brasil históricos como Margarida Genevois, Márcio Araújo, Maria Eliana Farias, Herilda Balduíno e Roberto Monte, estavam também estudantes de direitos e de comunicação social. Falei sobre a solidão que temos, todos nós que trabalhamos pela dignidade humana; que lutamos — chova ou faça sol — para transpor os artigos da cinqüentenária Declaração Universal dos Direitos Humanos (10/12/1948) para a prática diária. Uma solidão imensa, pois trabalhamos muitasvezes sem sabermos o que o outro está fazendo e ficamos assim com essa impressão de que estamos sempre “enxugando gelo”. Lembrei da lição de Alfredo Bosi de que um verdadeiro militante dos dreitos hmanos é aquele que primeiro se sensibiliza, aquele que “aprendeu a lutar pelo coração”. E é isso que precisaos faze: lutar com a indignação que nos assalta sempre que vemos a condição humana diminuía, rebaixada. No mais, foi uma confraternização de velhos amigos. Amigos que esposaram os direitos humanos enquanto proposta de vida.

3 Responses so far.

  1. Dad disse:

    Gostei da frase “é aquele que aprendeu a lutar pelo coração”! Sem dúvida!
    Para aqueles que se encontram nos órgãos governamentais a qualquer nível, local, nacional ou mundial, só poderão fazer sua a luta os direitos de todos os seres se o seu coração estiver emocionalmente empenhado. Só comovendo-se com os horrores da guerra que deixa milhares de órfãos e famintos, com os horrores das ditaduras, com todas as injustiças sociais que criam os super-ricos e alimentam a fome, a miséria total, a ileteracia, às grandes populações mundiais que nascem, vivem e morrem na rua, sem um tecto, só esse sentimento tem uma base genuina para a luta, porque com essa base nunca se desfalece, nunca se dá por terminado o nosso trabalho. Meu amigo, espero que tenhas sempre força para defender os direitos do homem em todos os areópagos onde fores chamado a dar o teu sincero e muito humano e muito emotivo contributo. Sei que serás sempre capaz!

  2. Adão Romeiro disse:

    Direitos humanos no brasil continua sendo mais polemica do que realidade, nosso pais é muito grande, e os problema socias são enorme e tende a aumentar por falta de investimento na area social, o que alivia um pouco a violação dos direitos, são comissões internacionais que estão em constante missões ao brasil para fazer investigações, pois o brasil esta na lista dos paises que mais violam os direitos.

  3. jorge disse:

    A Juiza Patricia Inigo Funes, que ficou famosa pelos seus ataques a jornalistas chegando ao extremo de condenar o jornalista Roberto Mendez em São Miguel Arcanjo (SP) a trabalhos forçados, não somente ataca à Imprensa senão que também padece de xenofobia virulenta acometendo estrangeiros, neste caso nossos irmãos do Mercosul. Depois de abandonar São Miguel Arcanjo, se empregou em novembro como juíza auxiliar na 5ª Vara Criminal de Barra Funda. Então em uma inusitada e cruel atitude negou o direito de defesa a Daniel Aguiar, jovem de 24 anos que foi detido agora (9/2009) por um delito que se cometeu em 2005. O processo 583.50.2005.064098-2 (Controle 1267/2005) mostra que os 6 responsáveis por este delito foram detidos e condenados. Só que na data do crime a policia não tinha nomes para informar no BO, assim o nome deste rapaz foi colocado. Só que ele apresentou uma lista de sete testemunhas que confirmam que na data do crime Daniel estava na empresa trabalhando!!! Mas, o que faz a juíza? Nega o direito de que as testemunhas sejam ouvidas, pois diz “em nada vão a contribuir ao esclarecimento da verdade” – textual.
    Ou seja, Daniel não têm direitos!
    Isto não somente é uma afronta violenta aos direitos humanos da pessoa e o cidadão. Senão que também revela uma atitude xenofóbica mostrando um profundo desprezo pela vida humana e um virulento ataque à pessoa.
    É imperioso que esta juíza seja detida em seus propósitos, pois o dia 22, sexta feira será a audiência deste processo, e ela seguramente executará Daniel que não teve nem como se defender, e pior ainda, sendo é claro inocente.
    Sabemos que podemos fazer algo, alguém pode, você mesmo, ou talvez você conheça alguém, todos podemos. Sim, está na hora de deter estas arbitrariedades, de dizer basta àqueles que tem o poder e simplesmente nos esmagam porque não gostam de nós. Pedimos por favor, faça sua parte. Você pode. Com certeza.


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