A situação da mulher negra no Brasil de hoje manifesta um prolongamento da sua realidade no período de escravidão, com poucas mudanças, pois ela continua em último lugar na escala social e é quem mais carrega as desvantagens do sistema injusto e racista do país. Essa é a opinião da professora Maria Nilza da Silva, da PUC de São Paulo. A par disso, inúmeras pesquisas realizadas nos últimos anos mostram que a mulher negra apresenta menor nível de escolaridade, trabalha mais – porém com rendimento menor –, e as poucas que conseguem romper as barreiras do preconceito e da discriminação racial, e assim ascender socialmente, têm menos possibilidade de encontrar companheiros para constituir família. Ao longo de sua história, a mulher negra foi a “espinha dorsal” de sua família, que muitas vezes á constituída apenas por ela mesma e pelos filhos. Quando a mulher negra passou a ter companheiro, especialmente na pós-abolição, significou alguém a mais para ser sustentado. O Brasil, que se favoreceu do trabalho escravo ao longo de mais de quatro séculos, colocou à margem seu principal agente construtor, o negro, que passou a viver na miséria, sem trabalho, sem possibilidade de sobrevivência em condições dignas. Resolver essas questões tão desafiadoras para a sociedade brasileira não é algo atinente apenas aos negros, mas sim a todos os brasileiros, sem qualquer distinção.
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No dia em que homem e mulher de qualquer raça, côr ou etnia se sintam e forem reconhecidos com um estatuto igual por toda a Sociedade, o mundo será o tal pássaro de duas asas voando em perfeito equilibrio, como nos lembrava Abdu’l-Bahá. Até que esse conceito seja assimidado consciente e emocionalmente por homens e mulheres e digo mulheres porque há muitas que não desejam esse estatuto, têm medo! então o mundo será certamente muito diferente do que é hoje. Nós as que batalhamos pela igualdade de direitos, deveres e oportunidades para os dois sexos, deparamos a toda a hora com a incapacidade de muitos entenderem este princípio que não significa o despojar das características diferenciadas de cada sexo, mas sim a harmonização perfeita do acorde. Só assim a sonata da VIDA pode ser perfeita!
Bom dia Sr. Washington!
Adorei esse seu post, mostra muito a realidade brasileira. Infelizmente a mulher negra enfrenta dois tipos de preconceito: um, pelo fato de ser mulher, e outro, pelo fato de ser negra. Mas isso só demonstra o quanto ela é forte, porque, mesmo assim, consegue mostrar alegria de viver e é com certeza uma das grandes responsáveis pela imagem que o Brasil tem, de alegria e força! E viva a mulher brasileira!
Um grande abraço,
Adriana.
PS: Já mandei seu endereço pra todos meus amigos viu? O Adriano meu esposo já entrou… ele adorou o post com a poesia da menininha…
Um dos maiores males da humanidade, é o racismo. Ele atrapalha o caminho da paz, é ultrajante á dignidade do ser humano, retarda o desenvolvimento de potenciais ilimitados de suas vítimas, corrompe e desvirtua o progresso humano. Não devendo ser tolerado, sob qualquer pretexto. A mulher negra ou branca, amarela , ou de todas as matizes, rsrsrs … é o símbolo de firmeza e dedicação em defesa da paz universal, é a Educadora Universal!!! Aquela que tem latente e inato o ‘ amor incondicional’. Esse tema é demais!!! grata.
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