A Fundação Estadual do Bem Estar do Menor de São Paulo (Febem–SP), que sempre entra no noticiário pela porta dos fundos, com rebeliões e seguidas denúncias de maus-tratos àqueles a quem deveria educar, também pode ser fonte geradora de fatos positivos. Neste mês de dezembro, 13 dos jovens internos na FEBEM receberam uma ótima notícia: passaram no vestibular e farão universidade. Um acontecimento comemorado em grande estilo por todos aqueles que se preocupam com o bem-estar dos menores – em geral pobres, negros e de baixa escolaridade. Após anos de estudos em um ambiente hostil, encontrar o nome na lista de aprovados junto a outros que vivem além dos muros da fundação merece mesmo ser comemorado. Dos milhares de alunos que concluíram o ensino médio neste ano em São Paulo e tentaram uma vaga nos bancos universitários, 21 eram da Febem. O bom disso tudo é que esse não é só um trabalho de educação, mas é antes um “gol de placa” para a recuperação da auto-estima dos meninos, que chegam à Febem com seu amor próprio destruído. Encontrar um lugar ao sol para os jovens infratores é uma questão de direito.
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