Escrever é viver

Um escritor escreve por necessidade, se deseja ser autêntico. Não uma necessidade econômica, pois muitos dos grandes autores não viveram o suficiente para usufruir os rendimentos de seus trabalhos literários. Dostóievski, Proust e Oscar Wilde endossam-me. No Brasil, podemos citar Castro Alves, Augusto dos Anjos e Cecília Meireles. Nessa troca de sentimentos e exposição d’alma, autores enriquecem leitores, encorajam novos sentimentos e fornecem asas por meio das quais possam compreender o mundo. É verdade que parte expressiva do legado de Leon Tolstói foi produzida para saldar dívidas, e muitas páginas de sua obra foram entregues a editores em troca de hospedagem e alimentação. No entanto, tudo que um escritor escreve é autobiográfico. O José de Drummond refletirá sempre um tempo do autor em busca de afirmação na vida: de funcionário público de Barbacena para o Rio de Janeiro – daí para o panteão dos grandes nomes da literatura brasileira. De Milan Kundera, de A Insustentável Leveza do Ser e seu belo discurso sobre a verdade e a mentira, até o Peregrino da narrativa do Khalil Gibran, cada um resgata um pouco de si mesmo: a luta interior para se manter vivo. Escrever é viver.


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