Tali Shurel, uma menina de 13 anos, que reside em Beersheva, Israel, fez um poema que merece a atenção de todos os meninos e meninas do mundo. Ela chamou seu poema de “Caixa de Pinturas”. E era assim:
“Eu tinha uma caixa de pintura
Com cores brilhantes e arrojadas
Algumas cores quentes e outras muito ousadas
Não tinha o vermelho, para o sangue das feridas!
Não tinha o preto, /para a tristeza do órfão!
Nem o bege tinha para mãos e faces mortas!
Não tinha amarelo, para as areias ardentes!
Mas eu tinha o laranja, para a alegria de viver!
E tinha o verde, para os botões e os ninhos!
E tinha o azul, para os céus claros e brilhantes!
Tinha o cor-de-rosa, para os sonhos e o descanso!
Peguei o branco, sentei-me e pintei a … paz.”
É emocionante saber que a Tali Shurel vive em meio a contínuas guerras, homens bombas, atentados. Mas mesmo assim, pode se sentar e pintar a paz.
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As crianças palestinianas e israelitas merecem, há muito, esta paleta de cores, tão bem descrita por esta menina. Continuo a ter muita fé que aquele problema se resolverá e poderá haver convivência pacificia entre os dois povos, como existe entre Portugal e Espanha e Brasil e Portugal, apesar de um deles ter sido a parte invasora em tempos de antanho. Só que hoje as sujeições e as invasões fazem-se de forma mais sofisticada, atacando as bases da economia, por exemplo.
Acredito que a paz tem que surgir, apesar de todas as contingências e deixaremos de ver os horrores das mortes em Israel e Palestina, povos irmãos.
São essas pessoas e esses gestos que nos fazem, ainda, ter fé em uma humanidade que não respeita o bem maior que DEUS nos deu, a Vida.