Diante do velho tronco de carvalho, no pátio externo da Casa das Juntas, nem sentia o tempo passar. O tronco tinha 600 anos e aquela edificação era o Parlamento Basco displicentemente atravessando o tempo. Estava na cidade de Guernika, há poucos quilômetros de Bilbao, a capital do País Basco. Sentia a tristeza pelo futuro que lhe havia sido arrancado naquele fatídico 26 de abril de 1937. Na tarde daquele dia, mais ou menos às 16h40, pouco antes da audição radiofônica do Ângelus, Hitler dava início a experiências buscando aferir o poderio bélico alemão. Sem hesitação, ordenou que fossem lançadas bombas de 500 kg e mais de 3.000 projéteis incendiários de alumínio sobre a população civil de Guernika. Esse foi o primeiro bombardeio totalitário da história, contando com a aprovação do Generalíssimo Franco. Em uma perspectiva histórica, foi o prenúncio dos horrores que viriam meses depois com a 2ª. Guerra Mundial. Em chamas, Guernika era uma visão do inferno – segundo Hitler, e não Dante. Em 1937, Picasso imortalizou Guernika ao pintar o belo painel homônimo. Hoje, a cidade é muito mais que cenas de horror, perplexidade e caos de um lugar assassinado. É um grito em defesa do homem, de sua dignidade e de sua liberdade.

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  1. phentermine disse:

    phentermine

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