Lendo Exupéry e refazendo laços

A atmosfera exupéryana marcou-me de tal forma que ficou difícil a compreensão da vida sem buscar reter o nó que une todas as coisas. Assim, devorei Terra dos Homens (Antoine Saint-Exupéry), com a descrição do heroísmo de Guillaumet. Para Exupéry nenhuma fortuna do mundo poderia adquirir a lealdade de um Mermoz, de um Heine ou de um Guillaumet. Em sua vida, encontramos um libelo contra a massificação do ser humano. Em seus livros e milhares de cartas, o ritual da amizade – que é a “troca de invisíveis riquezas” – tornava-se parada obrigatória. Nele, o transcendente se fez letra, palavra e som. “A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens; só há um luxo verdadeiro, o das relações humanas.” Saint-Exupéry escreveu que “a grandeza de um homem é a de sentir, colocando uma pedra, que contribui para construir o mundo.” Nasceu em Lyon, na França, a 29 de junho de 1900. Existem pessoas que marcam seu tempo de forma inconfundível. E esse poeta-piloto, que dizia, sem nenhuma cerimônia, “sou de minha infância assim como se é de um país”, foi um ardente construtor de “profundas amizades”. E é, ainda hoje, uma referência oportuna nos dias que correm.


ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Observatório da Imprensa
  • Vale

ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Carta Maior
  • Meu Advogado