“Nem o céu nem a terra podem me conter…”

Discorramos um pouco sobre o ato de escrever. O que seria o inconsciente norte-americano sem os escritos de Mark Twain, ao resgatar em Tom Sawyer todas as aventuras do adolescente que se deixa flutuar sobre uma jangada no meio do Mississipi? E o que seria a alma persa sem os versos de Jalalud-Din Rumí, poeta e místico maior de um tempo em que se podia dizer: “Nem o céu, nem a terra podem me conter, salvo o coração de meu servo fiel: este me contém!”? Se voltarmos os olhos para a Índia, repositório dos mistérios milenares da condição humana, encontraremos o poema de Rabindranath Tagore a nos falar do egoísmo de uma simples flor que lastimava “ao céu do amanhecer” a perda de sua última gota de orvalho, justamente a ele “que acabara de perder todas as suas estrelas”. Da Grécia podemos admirar a abertura da biografia de Francisco de Assis por Nikos Kazantzakis, autor de Zorba, o Grego, a nos dizer: “Tu te lembras, Pai Francisco?”. Como vivemos em um país tropical onde as estações não são bem definidas, tomo a Europa como exemplo para fazer coro com outros pensadores, para quem os escritores que melhor simbolizam as quatro estações naquele continente são: Homero, a “primavera”. Dante Alighieri, o “verão”. Leon Tolstói, o “inverno”. Shakespeare, o “outono”.

One Response so far.

  1. SAM disse:

    Adorei a relação entre escritores europeus e estações do ano.

    Dava um belo livro, não acha?

    Abraço


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