Quadrilha é o nome dado por Carlos Drummond de Andrade ao poema. Os versos enxutos e o gênio singular de Drummond transparecem de corpo inteiro nesses versos:
“João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.”
Quadrilha é também um nome que evoca o noticiário brasileiro nos dias atravessados que vivemos. Fulano que não gostava de sicrano que amaldiçoava beltrano que se defendia de fulano e acusava sicrano. A quadrilha de Drummond chegava a um fim. A outra quadrilha, a atual, parece não ter fim. Esta parece se alimentar de uma torrente infindável de mal-entendidos, subentendidos e também de coisas que jamais serão entendíveis. Sinal dos tempos. E também não sabemos quem será o Joaquim e o Raimundo nesse segundo semestre de 2005.
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Sou fã dos seus escritos!
É verdade! Bom comparativo esse seu! As quadrilhas de hoje em dia não são mais ingênuas como as de antigamente…