No meio de tudo isso Jean-Charles perdeu a vida

Jean CharlesHá pouco mais de um mês, em 22 de julho, o brasileiro Jean Charles de Menezes, de 27 anos, foi morto pela polícia britânica em uma estação de metrô de Londres. A alegação inicial foi a deque Jean Charles não teria obedecido às ordens de parar porque estava com pressa para chegar ao trabalho. De lá para cá o caso já teve muitas reviravoltas. Descobriu-se, por exemplo, que os policiais estavam vestidos à paisana e que usaram de violência extrema ao executarem Jean Charles. Afinal a vítima foi atingida por oito disparos, sete na cabeça e um no ombro. Representantes da polícia britânica estiveram no Brasil, visitaram a família da vítima e até ofereceram indenização de quinze mil libras esterlinas. A família recusou. O caso indignou não apenas o Brasil, mas também os ingleses. O brasileiro foi vítima da incompetência e da injustiça. Mais que isto, foi vítima do estado de tensão que toma de assalto as forças de segurança logo após a ocorrência de qualquer atentado terrorista. De certa forma, tanto o massacre nos trens espanhóis há uma ano quanto os recentes atentados em Londres são filhos legítimos do atentado ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. É a paranóia coletiva que tem sua origem em injustiças acumuladas ao longo do tempo. No meio de tudo isso Jean-Charles perdeu a vida. Quantos inocentes mais pagarão pelos desatinos históricos?

One Response so far.

  1. Luz Dourada disse:

    Enquanto não se tiver coragem de desmascarar e atacar a “raiz do mal” que, na minha opinião são aqueles paises ricos que oprimem os pobres por causa, fundamentalmente, do petróleo, mascarando isso de lutas religiosas induzindo os fanáticos a um sacrifício estúpido em nome de Deus. Nunca mais deixaremos de viver amargurados e amedrontados, se a verdadeira causa de tanto medo não for denunciada e destruida. Este foi mais um exemplo disso. Ainda por cima o rapaz ia atrasado para o trabalho e teria medo, concerteza de, se não chegasse a horas perder o emprego…
    Paga sempre o justo pelo pecador…


ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Observatório da Imprensa
  • Vale

ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Carta Maior
  • Meu Advogado