O filme de Mel Gibson sobre Cristo

Assisti ao filme de Mel Gibson sobre Cristo. Fui ao cinema preparado. Um amigo me havia dito que já tinha visto Jesus apanhando – ele se referia ao filme, que vem causando polêmica em todo o mundo. Trata-se de um filme primoroso. Tem falas em hebraico e aramaico. Isso demonstra a preocupação do diretor com os aspectos históricos. A fotografia é surpreendente. A beleza de cada cena, o enfoque nos detalhes, os cenários e as roupas. Tudo é muito bem feito. É como se todos os elementos tivessem passado por um rígido controle de qualidade, uma espécie de ISO-9000 – que é um método de aferir o grau de excelência de uma empresa, de uma fábrica. Foi comovente observar a ternura de Maria, mãe de Jesus, na visão de Mel Gibson. Existe algo como um grito de dor entalado no meio da garganta. E há também lágrimas de arrependimento misturadas com lágrimas de genuíno amor. Uma cena em que Maria Madalena tenta tocar as sandálias de Jesus vale pelo filme todo. Sim, também há bastante pancadaria. É como se tivéssemos sido transportados a uma câmara de torturas. Mas, ainda assim, considero secundárias as partes violentas do filme. As imagens nos mostram um Cristo cheio de vida e de mistério. Um mistério divino que envolve a humanidade há mais de dois mil anos.


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