População carioca está refém do medo

Manter a ordem pública no Rio de Janeiro tem sido uma tarefa cada vez mais complexa. Cerca de 1.300 policiais patrulham a Rocinha, mas 12 pessoas foram mortas nos últimos dias. De forma aberta, traficantes desafiam a polícia com audácia sempre crescente. A crise vem se desenrolando desde a última segunda-feira, e a intervenção do Exército é cogitada. Em um balanço geral, constatamos que a maior vítima é a sociedade carioca. A população está refém do medo. A situação do Rio não é muito diferente da crise de segurança enfrentada por muitos centros urbanos do país. Seja no Rio ou em São Paulo, em Salvador ou em Fortaleza, a manutenção da ordem social é um grande desafio. Um desafio que requer a união de esforços tanto dos governos estaduais quanto das instâncias federais. E também das instituições da sociedade civil. Não precisamos ir muito longe para ver que uma das principais causas da insegurança pública está o elevado índice de desemprego, responsável pelos imensos bolsões de miséria que assola grande parte da população. O fato é que, sem atacar as causas, ainda continuaremos por muito tempo reféns do medo e vítimas constantes da crescente onda de violência.


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