Os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e os de 11 de março de 2004 na Espanha favorecem o debate sobre a interdependência das Nações. Ligados fisicamente pelo uso de satélites e meios eletrônicos como a Internet – que se populariza com uma velocidade nunca antes imaginada –, é chegado o momento de vermos o mundo como um só. Ainda em meados do século XIX, Bahá’u’lláh, afirmou que a Terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos. E nessa sentença encontramos a idéia de uma unidade supranacional, além do estatuto de uma cidadania mundial. Sempre que o mundo se envolve em conflitos de grandes proporções, algo de positivo surge dos escombros. A Sociedade das Nações surgiu depois da Primeira Guerra Mundial; a ONU emergiu das ruínas resultantes da Segunda Guerra Mundial. Mas o que surgirá após esses dois atentados em larga escala, tanto no coração do continente norte-americano quanto do continente europeu? Penso que será a consciência da necessidade de unidade do gênero humano, de que habitamos um único planeta, de que somos partes de uma mesma raça, de uma só humanidade. Embora os sinais pareçam mostrar o contrário do que penso, ainda assim estou convencido de que o papel da ONU será redesenhado, e sua legitimidade e força serão cada vez mais evidentes. É esperar para ver, pois o tempo dos impérios já passou e temos um destino comum a partilhar.


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