Tortura nunca mais!

Em outubro de 2003 o Brasil recebeu a visita da Relatora Especial da ONU sobre Execuções Sumárias, Arbitrárias e Extrajudiciais, Asma Jahangir. Asma fez severas críticas aos governos estaduais e demais órgãos oficiais que, segundo ela, não possuíam o menor preparo para lidar com a situação, chegando muitas vezes – como no caso de São Paulo – a dificultar seu trabalho. A relatora também pôde ter a exata noção do que é a sensação de impunidade no Brasil. Lamentavelmente, Flávio Manoel da Silva, 24 anos, que testemunhou perante a relatora sobre grupos de extermínio – nos quais haveria participação de policiais – foi assassinado quatro dias depois do encontro. Ele levou dois tiros na cabeça, disparados por dois homens encapuzados, em Pedras de Fogo (PB). A questão merece reflexão imediata, pois torturar é negar o humano que existe em cada um de nós e tentar diminuir o semelhante, aumentando a dessemelhança entre o racional e o irracional, o angélico e o terreno, o humano e o animal. Como são feitas as torturas? Por meio de castigos físicos e psicológicos, de chantagens. O Brasil não pode conviver com denúncias constantes de torturas em delegacias policiais, que devem ser denunciadas às autoridades. Providências eficazes precisam ser tomadas de forma rápida. Como na capa do célebre livro: Tortura, nunca mais!


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