No documento do IBGE “SÍNTESE DOS INDICADORES SOCIAIS”, publicado em 2003 com dados estatísticos de 2002, constata-se que, de uma população de 171 milhões de brasileiros, 53 % são de cor branca, 6 % de cor preta, 40 % de cor parda e menos de 1 % de cor amarela (de origem asiática) e indígena. Como vemos, o Brasil é multicor. Mesmo assim, lemos nos jornais, ouvimos nas rádios e assistimos nos telejornais exemplos de atos de racismo e de discriminação racial. Pesquisa realizada em 2001 pela antropóloga Lilia Schwarcz, de São Paulo, contém duas questões principais. Vale a pena destacá-las. À primeira questão (“Você é preconceituoso?”) 99% responderam “não”, e à segunda (“Você conhece alguém preconceituoso?”) 98% responderam “sim”. Em 1986, um documento da Casa Universal de Justiça afirmava ser o racismo “um dos males mais funestos e mais persistentes, constituindo obstáculo importante no caminho da paz”, e que sua prática “perpetrava uma violação demasiado ultrajante da dignidade do ser humano para poder ser tolerada sob qualquer pretexto”. Muitas vezes reforçamos o preconceito racial com atitudes e gestos impensados. E também não percebemos o quão infelizes tornamos aqueles que têm a cor da pele diferente da nossa. Lutar pela integração racial é reforçar o sentimento de pertencer a um país. Não custa recordar o verso de Telles Junior, que celebra a unidade racial: “Meu peito é matriz onde canta Zumbi, sem toque de sinos, com imagens de vida!”


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