A banalização da violência

A banalizacao da violenciaO gradual processo de insensibilização decorrente da banalização da violência é preocupante. Como diz Cristopher Lasch, os meios de comunicação em massa facilitam “a aceitação do inaceitável”. Eles terminam por amortecer o impacto emocional dos acontecimentos, neutralizando a crítica e os comentários. A violência ganha cada vez mais ares de normalidade e naturalidade, além de estar alcançando uma crescente “aceitabilidade” social. A inevitabilidade tem gerado atitudes do tipo: “deixa rolar”; “não tem jeito mesmo”; “super normal”; “deixa assim para ver como é que fica”. Dessa forma, podemos constatar que a saturação de programas violentos provoca perda de sensibilidade, “brutalizando” as pessoas a longo prazo. A psicanalista Raquel Soiler alerta que as crianças podem estar sofrendo de “televisiosis”. O principal distúrbio desse mal seria uma síndrome de neurose, cujos sintomas são a mania de perseguição, a fobia e a desordem mental. Cada vez mais é intransferível a responsabilidade dos pais sobre o que seus filhos assistem diariamente na TV.

3 Responses so far.

  1. Nilanna disse:

    Esse é um assunto que realmente me preocupa.Tenho uma filhinha de 3 aninhos e faço oque posso para afasta-la da TV e toda sujeira que ela derrama nas nossas casas,mas tenho sentido uma dificuldade imensa de lidar com isso,afinal, não dá pra passar o dia inteiro inventando oque fazer com ela!!! Graças a Deus tenho acesso a TV a cabo, que me garante alguns canais educativos e com uma programação de bom gosto,mas ainda assim , e não entendo porque, ela tem preferidos os desenhos mais rapidos e violentos,de heróis e mocinhos se degladeando! Acho que para a maioria das pessoas isso é uma questão irrelevante,simplesmente jogam as crianças na frente da Tv sem se importar com aquela programação “inofensiva”, para que as deixem em “paz” por um tempo,e realmente não entendem, como toda aquela informação violenta vai agir na cabecinha de suas crianças…Eu me preocupo e muito ,me sinto mesmo responsavel,e sei que o acesso a informação é uma benção,mas que deve ser canalizada tanto por nós, pais e educadores, como pela mídia em geral.Será que veremos isso um dia????

  2. Fernando de Sá Leitão disse:

    A crueza prosaica do cotidiano das grandes cidades, exposta na mídia muitas vezes de forma tendenciosa, faz a maioria enxergar somente um lado do problema, e apressadamente tomar partido a favor das armas.

    Estamos nos organizando, em Assú, para visitação de Escolas, Comunidades e outros ambientes para esclarecimento das pessoas acerca do referendo do desarmamento.

    Utilizo como base este texto a seguir:

    MANIFESTO PARA O DESARMAMENTO E PELA PAZ

    Nos últimos 20 anos o número de brasileiros assassinados aumentou 134%, quatro vezes mais do que o crescimento populacional. Só no ano de 1998 quase 50 mil pessoas foram mortas, sendo que cerca de 45 mil, vítimas de armas de fogo. Estes tristes dados fizeram com a que a ONU desse ao Brasil o título de país que mais mata com armas de fogo no mundo. Para se ter uma idéia, a chance de um brasileiro morrer por arma de fogo é de três a quatro vezes maior que a média mundial.

    O que torna mais assustadora a nossa realidade é saber que são os jovens as maiores vítimas da violência. Só em 1998, 6.786 jovens entre 10 e 19 anos foram assassinadas no Brasil. Apenas no Rio de Janeiro, oito pessoas entre 15 e 25 anos perdem a vida todos os dias, vítimas de armas de fogo. Nesta faixa etária, a chance de uma pessoa ser morta com arma de fogo é 4,5 vezes maior que o resto da população.

    Estes são apenas alguns dos índices que retratam de forma fria os números alarmantes da nossa realidade. Não devemos assistir inertes que mais e mais vidas se percam todos os dias ate que se proíba, de uma vez por todas, a venda de armas de fogo no nosso país.

    MITO E REALIDADE

    MITO: “Quem mata no Brasil é bandido”.

    REALIDADE: Cerca de mais da metade dos assassinatos são cometidos por pessoas que nunca mataram antes, sem nenhum antecedente criminal.

    Ao contrário do que muitos pensam, mas de 69% de homicídios não são cometidos por bandidos em assaltos ou chacinas. Centenas de pessoas morrem todas as semanas assinadas por indivíduos sem antecedentes criminais e que se conhecem. São aquelas que perdem a vida em situações banais: brigas de trânsito, em bares ou ainda dentro de casa pelos familiares. É muito difícil evitar que estes conflitos ocorram, mas se conseguirmos reduzir o número de armas, o que poderia ser uma agressão não será mais um assassinato.

    MITO: “O que mata no Brasil é a arma ilegal”.

    REALIDADE: A imensa maioria dos crimes cometidos é com armas brasileira com calibre permitido pela legislação atual.

    Das armas apreendidas pela polícia do Rio de Janeiro, mas de 80% são brasileiras e 90% de calibre permitido, ou seja, mesmo que o bandido não compre armas numa loja, são armas que entram de forma legal, mas utilizadas para roubar e matar em nosso país. A figura do traficante usando fuzil ou metralhadora é assustadora, mas representa um número ínfimo de mortes se comparando as vítimas dos tradicionais revólveres de calibre 38. Estas armas chegam nas mãos dos bandidos depois de roubadas de pessoas que as compram pensando que vão se defender, ou então desviadas por empresas de segurança ou até pela polícia, conforme matérias veiculadas em jornais e revistas. Só em São Paulo mais de 70 mil armas registradas foram roubadas. Proibir a venda de armas no país teria, portanto, efeito significativo na queda do número de armas nas mãos dos criminosos.

    Não se pode esquecer também que mais da metade dos homicídios é cometido por pessoas sem antecedentes criminais e por não serem ligadas ao crime não têm porque terem armas ilegais.

    MITO: “Eu só me sinto seguro com uma arma na mão”.

    REALIDADE: As armas representam muito mais riscos do que segurança para as pessoas que as porta.

    Muitos acreditam que possuir uma arma de fogo é o melhor caminho para se proteger dos criminosos. Esta falsa sensação não se confirma quando confrontada com a realidade. Pesquisa realizada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo no ano de 1999 mostra que o cidadão que possui arma de fogo tem 67% mais chance de morrer em um assalto do que os cidadãos desarmados. Conclusão semelhante foi atingida por um estudo americano que indica que a chance de alguém morrer em um assalto a residência onde existam armas é três vezes maior que do que em residências sem nenhum tipo de armamento. Para se ter uma idéia, mesmo nos Estados Unidos, onde a cultura da arma é muito mais difundida, para cada vez que um cidadão usou uma arma para matar alguém em legítima defesa, houve 131 casos de assassinatos, suicídios ou acidentes fatais. Isto significa que apesar do cidadão comprar a arma para se defender, ela acaba sendo usada contra ele na maioria dos casos.

    Segundo a ONU, a casa 7 horas, uma pessoa morre vítima de acidentes com armas de fogo no Brasil. E grande parte das vítimas são crianças. Os números são contundentes, mas bastaria recorrer ao senso comum para perceber que o ladrão tem chances de sucesso muito maior do que os cidadãos comuns, desacostumados a usar armas e desfavorecido pelo efeito surpresa. Defender uma sociedade menos armada é muito mais do que uma visão romântica ou ideológica, mas definitivamente uma opção acertada por uma Sociedade mais pacífica e onde todos nós possamos estar de fato mais seguros.

    INDICADORES DETERMINANTES PARA O DESARMAMENTO

    A cada 13 minutos um brasileiro é assassinado por arma de fogo no Brasil. Um cidadão armado tem 67% mais chance de ser assassinado do que os que andam desarmados. Enquanto o custo médio de um atendimento pelo Sistema único de Saúde (SUS) é de R$ 380,00 o valor salta para R$ 580,00 quando o paciente é vítima da violência. O Brasil é o terceiro maior mercado de armas de fogo do mundo.

    A chance de uma mulher morrer assassinada com arma de fogo pelo marido ou amante é duas vezes maior que por um desconhecido. Quem tem arma de fogo em casa tem três vezes mais chance de morrer em um assalto do quê os que estão desarmados.

    As grandes cidades, onde estão concentradas as armas de fogo, detém maioria dos homicídios. No Japão, onde já foi implantado o desarmamento, a média de assassinatos é de um homicídio para cada três anos.

    O QUE PREVÊ O ESTATUTO

    POSSE ILEGAL: A posse fora das regras pode ser punida com até três anos de prisão. Se a posse for de arma de uso restrito ou proibido, o acusado estará sujeito a seis anos de cadeia sem direito a liberdade provisória.

    PORTE: Será permitido para policiais militares, Agentes da Agência Brasileira de Inteligência, vigilantes em serviço, guardas penitenciários, guardas municipais das capitais ou cidades com mais de 250 mil habitantes e para integrantes de clubes de tiro.

    RENOVAÇÃO DO PORTE: As autorizações anteriormente concedidas perderão a validade em 90 dias desde o momento em que a Lei entrou em vigor.

    PORTE PROVISÓRIO: A Polícia Federal poderá conceder o porte também para profissionais que exercem atividades de risco (promotor, juiz, oficial de justiça) e será limitado à área e ao período que o indivíduo estiver sob risco.

    PORTE ILEGAL: O porte ilegal poderá ser punido com quatro anos de prisão. Se o porte for de arma de uso restrito a pena aumenta para seis anos.

    CONTRABANDO: Poderá ser punido com até 12 anos de prisão, caso o contrabando envolva armas ou munição de uso proibido ou restrito às Forças Armadas.

    BRINQUEDO: Proíbe a fabricação, importação e venda de armas de fogo. Quem portar ou utilizar arma de brinquedo para cometer crimes está sujeito a três anos de prisão.

    IDENIZAÇÃO: Depois da aprovação da Lei, quem decidir entregar a arma será indenizado.

    DETECTOR: Determina obrigação de uso de detectores de metais em locais onde ocorram eventos com mais de mil pessoas.

    REGISTRO: Será emitido pela Polícia Federal. O porte de armas sem registro legal consistirá em crime inafiançável.

    (Texto parcialmente extraído do folder “Manifesto pela Paz” organizado pelo MOVPAZ e parceiros)

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