Estudantes de favelas e o Mapa da Violência

Mapa da Violencia 01Tenho em mãos o relatório Mapa da Violência, lançado pelo Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds), que revela como a violência nas favelas cariocas impede o funcionamento de projetos educacionais. Um dado me deixa com a pulga atrás da orelha. É que pelo menos 30% dos alunos atendidos pelo Programa de Aumento de Escolaridade desistiram de freqüentar as aulas por medo da violência existente em comunidades do Rio de Janeiro. Para os alunos aos quais o programa facilita a volta aos estudos, por serem atendidos dentro da comunidade onde vivem, a suspensão das aulas é um estímulo à evasão. Acostumados à “lei do silêncio”, imposta pelo tráfico, eles não falam sobre a violência que presenciam diariamente. Segundo o secretário-executivo do Cieds, Vandré Brilhante, os alunos são desestimulados com os dias parados e não têm expectativa de ganho com o término do curso. Caro ouvinte, a situação vivida pelos estudantes residentes em favelas do Rio é, antes de tudo, um enorme desrespeito à vida tanto pelo tráfico quanto pela polícia.

One Response so far.

  1. Neurivan Maia disse:

    Em primeiro lugar, acredito na pesquisa do CIEDS. Se trata de um centro integrado sério e cheio de idéias e práticas educacionais. A violência, sem dúvidas tem deestimulado os nossos jovens no meio a tanto tiroteio, balas perdidas e principalmente pela ordens dos chefes do tráfico, onde as suas palavras são de ordem. Fecham o comércio, o bar, a fármácia, as escolas suspendem as aulas. O que fazer para libertar todas as crianças, jovens, estudantes deste país? onde encontrar amparo e proteção? quais mecanismos de segurança para proteger essa gente? São estudantes e jovens que querem aproveitar seu tempo, ocupando-se em atividades extremamente relevantes. O inverso dos valores são prejudiciais ao nossas vidas. Que futuro teremos, se no presente não achamos esse futuro? Na moral, não temos o respeito do tráfico e nem da polícia. É alarmante essa pesquisa.


ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Observatório da Imprensa
  • Vale

ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Carta Maior
  • Meu Advogado