Marcas do consumismo desenfreado

Marcas do consumismo desenfreado 01Estive esta semana em Blumenau para falar durante a XIª Semana de Publicidade da Furb (Universidade Regional de Blumenau). O tema era o poder de atração das marcas. Aliás, tema muito apropriado. Falei sobre as dez marcas mais conhecidas e valiosas do mundo: Coca-cola, Disney, BMW, Rolex, Calvin Klein, McDonald, dentre outras. A cada hora são vendidas 35 milhões – isso mesmo – de garrafas ou latas de coca-cola em todo o mundo. No mercado brasileiro destaquei o volume impressionante de vendas do sanduíche big-mac da lanchonete McDonalds. No último ano foram vendidos 71 milhões de big macs. As marcas mais que vendidas são objetos de culto. Os shoppings com suas aparências de catedrais góticas modernas fervilham de gente aos domingos. Antes as pessoas vestiam a roupa de domingo para ir a missa, ao culto. Hoje, se produzem para caminhar pelos espaçosos ambientes dos shoppings. Para muitos, fissurados pelas marcas, pelos anúncios luminosos, pelas vitrines bem boladas, o shopping é uma espécie de paraíso. Lá não transitam mendigos e a miséria, se existir, está bem camuflada. Os que podem pagar a vista se sentem no céu, os que conseguem um pagamento parcelado no purgatório. Já os que não conseguem comprar nada, esses se sentem no próprio inferno. Ainda podemos observar os olhares devotos dos passantes em torno da roupa de marca famosa, ou da jóia entronizada em seu nicho, com luz direcional e base de seda ou cetim. Enquanto isso, vemos escorrer pelos dedos o próprio sentido da vida. O nosso apego pelo transitório, pelo ilusório. Voltaremos ao tema.

8 Responses so far.

  1. Maryam disse:

    Muito bom o artigo. Só queria comentar que uma das armas da publicidade é a tecnologia. Sem ela seria impossível criar campanhas mirabolantes que aumentasse tão significativamente as vendas das “coisas” de marca. Outro fator é o uso da psicologia na publicidade, fazer e conseguir com que as pessoas se sintam diferentes por usar determinado produto, ou consumir determinado refrigerante ou sanduíche. Assim, o apego pelo transitório e pelo ilusório nada mais é do que nosso cérebro brigando com nosso ego, nossos desejos, nossas necessidades enquanto o mercado e a economia aproveitam fazendo poucos se sentirem no céu, e muitos no inferno. Abraço.

  2. Glaucia disse:

    Na área da formação de comunicadores: publicitarios, jornalistas e relações públicas precisamos de profissionais que realmente façam análises mais criticas como está que você apresentou em Blumenau. Gostei muito do seu artigo. Beijos

  3. Jhullyanna Cintra disse:

    Queria comentar que esse abuso de consumo por essas super corporações que so explorão os probres e escravisão seus funiconarios…precisamos relfetir se não estamos ficando CONDICIONADOS a certos habitos e compras…
    O CONSUMO CONCIENTE EH UMA COISA CERTA A SE FAZER

  4. Quem incentiva o consumo e forma os consumidores são pais e mães – por ação ou omissão. O resto é conseqüência e o marketing aproveita-se disso a favor de quem os paga.

    No passado, tínhamos medo de cachorros quando andávamos pelas ruas escuras. Hoje, tememos mesmo é o próximo. Muita coisa muda com o tempo.

    A sociedade está mais consumista? Claro. Quem faz a sociedade? Uma entidade descolada da humanidade? Um ser perverso e etéreo? Uma antinatureza sobre-humana? Não. Eu, você e todos os demais bípedes pensantes sobre a face da Terra.

    Acreditamos (ou não?) que o consumo aumentar seja condição de progresso social. Vinculamos nosso próprio progresso ao aumento de nossa capacidade de consumir. É ou não é? Alguém abre mão de um aumento salarial em prol de uma alimentação mais saudável no restaurante da empresa? Opa!

    Olhar o poder das marcas é um pouco mais do que olhar o poder econômico das empresas que as exploram, é ir direto naquilo que cada um de nós, consumidores, valorizamos. A questão, pra mim, é: qual o valor das coisas e qual o valor das pessoas?

    Grande abraço, Washington!

  5. Lanna A. de Paula disse:

    O materialismo, acima de tudo!!! A vaidade exacerbada!! ‘Eu quero’, ‘eu preciso’, ‘não sei viver sem esse creme de $1000,00’, ‘só me sinto bem vestido com um Armani’, ‘perfume ? ChanelNº5’….e as marcas escravizam o homem!!! Passa-se a trabalhar mais, esquece família, amigos, lazer…e até de viver!!! As prioridades hoje, são outras!!! Os valores humanos estão esquecidos…
    Um abraço.

  6. yasodara disse:

    Reportagem multimídia sobre o consumo consciente na sociedade atual. Depoimentos de Léo Sakamoto, da reporter brasil e Paul Singer.

    É interessante observar o comportamento do consumdor comum, quando afirma “nunca ter pensado nisso…” (vídeo 1)

    http://www.agenciabrasil.gov.br/grandes-reportagens/2007/04/20/grande_reportagem.2007-04-20.3395157567

  7. gessiquinha disse:

    eu acho que isso poderia falar mais sobre nosso pais que esta ne um situaçao precaria e de fato reais que estam acontecendo nesse pais vamos da valor ao que temos si nao vamos chega a lugar nem um

  8. gessiquinha disse:

    eu acho que poderia por fatos reais que esta acontecendo com este pais tem que da valor au que temos ai8nda porque como ta indo nao vamos chega a lugar nem um aproveite mais a natureza.


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