(Des)emprego em tempos de globalização

Mau emprego e globalizacaoFalar que a globalização iria gerar mais empregos e mesmo mais segurança e estabilidade parecia ser um lugar comum. Isso não ocorreu. O trabalho autônomo, casual ou residencial, juntamente com os empregos de meio expedientes e temporários, respondem por uma parcela entre 50% e 80% do trabalho urbano nos países em desenvolvimento. Esta percentagem é ainda mais alta se incluirmos o setor agrícola. Nos países desenvolvidos esses trabalhos informais respondem por 20% ou 30% do número total de empregos. O fato é que em vez de o trabalho informal se tornar formal à medida que as economias crescem, o trabalho está passando de regulamentado a desregulamentado. Com isso os trabalhadores perdem a segurança empregatícia, assim como benefícios médicos e outras vantagens. Essa tendência é particularmente pronunciada para as mulheres, que tendem a ter uma representação excessiva no mercado de trabalho informal. Em praticamente todos os países, as mulheres ainda são as principais responsáveis pela criação das crianças, e pelos cuidados dispensados aos doentes e aos idosos, o que lhes limita a capacidade de obterem a educação e a experiência exigidas para que consigam empregos mais bem pagos. Repensar a questão do emprego hoje em dia é algo inadiável. Uma questão de direito.

2 Responses so far.

  1. celestino g filho disse:

    Prezado Tom,

    Gostei de seu blog. Logo, você é a primeira pessoa a saber, estaremos com um dedicado exclusivamente a “mulher”. Será um apanhado de notícias do mundo linteiro e especialmente textos das escrituras, inseridos nestas notícias, para mostrar como elas seriam diferentes.JA Christina e eu faremos em conjunto. Ela é especialista e eu ajudo na apanhado de notícias importantes do mundo inteiro e as tornarei suscintas para serem inseridas no nosso blog.

    A propósito do emprego informal, desde os pre-faculdade, sei que os impostos no Brasil são escorchantes e este é o motivo principal, pode crer, pois fui Contador de várias empresas que já pelos idos de 1963 em diante, quando registgravam, o fazem com metade do salários e na maioria das vezes, registravam somente 50% dos empregados, dependendo do cargo que ocupavam e em que área da empresa trabalhavam. A informalidade é rampante nos chamados países subdesenvolvidos e para mudar, é lógico, vai depender de uma mudança geral no modelo empregador/empregado e, sinceramente, acho que o passo inicial seria os “sindicatos” não mais poderem inteferir nas negociações. Eles ficariam simplesmente com o papel de fornecer apoio estratégico(será que sabem o que é isto) aos empregados que precisassem e assistência médicas (por pouco temp pois isto é coisa de gente especializada) e recreação e , veja bem, talvez, atividades culturais.
    Mais uma vez, parabens pelo blog.

  2. Washington, direito para quem? Numa sociedade como a brasileira, em que se vai do nascimento aos 18 anos ouvindo que não se deve trabalhar e que não se tem de assumir obrigações, e se imagina que, cabalisticamente, aos 18 anos a pessoa se transforme de anjo em trabalhador por um sopro divino, é assustador imaginar que o emprego seja um direito de todos. A menos que se ache que é correto dizer todos quando se fala, a verdade, apenas de uma parte.

    O emprego é uma relação de confiança entre o empregador e o trabalhador. O emprego é o resultado de um bom trabalho. O emprego é uma recompensa e a proteção de um relacionamento entre um trabalhador motivado e um empregador consciente.

    Empregador consciente? Trabalhador motivado? Relacionamento profissional? Numa sociedade em que se forma a pessoa como inimputável e a aliena de todo e qualquer processo de profissionalização e responsabilização? Opa! Não sei não…

    Mas, isto é só uma opinião de um brasileiro louco (isso ainda não é um pleonasmo – salvam-se todos!) como eu, não uma verdade. Ehehehe… Grande abraço!


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