Mulheres são discriminadas pelo peso

Discriminadas pelo pesoLeio nos jornais que o Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal entrou com ação civil pública contra a rede de hipermercados Carrefour sob a acusação de discriminação. O documento cita oito casos de pessoas que alegaram ter sofrido algum tipo de preconceito na empresa. O caso mais recente é o de uma ex-professora do primário que diz ter perdido a vaga de caixa por estar com “sobrepeso” e ter seios grandes. Uma das mulheres foi passada pra trás no exame de seleção por se encontrar acima do seu peso. Isto futuramente faria com que ela tivesse dores nas costas por ter que ficar tantas horas nas cadeiras dos caixas.O Ministério Público não deixou barato. Requer indenização à sociedade por dano moral no valor de R$ 2 milhões. Por falar em indenização, esta é a única linguagem que muitos empresários entendem. Falar em abuso, violação de direitos, discriminação. Nada disso é compreensível. Mas fale em algum valor na casa do milhão que o tempo fecha, os advogados entram no circuito, as audiências se realizam. O bom dessa história é que, caso o Ministério Público ganhe a ação, os recursos irão no caixa do FAT, o Fundo de Amparo ao Trabalhador, utilizado, recentemente, como linha de crédito para ruralistas e para programas de inclusão digital. Iremos acompanhar o desfecho do caso.

One Response so far.

  1. Eu, do meu lado, acho tanto a queixa quanto a defesa uma grande bobagem, tão grande quanto o preconceito. Básico: obesidade é doença, a pessoa que se cuide. Isso é fato. Fato inquestionável, também, é o direito de a empresa contratar ou não quem quer que seja com base em seus próprios critérios e, se a empresa julga (corretíssimamente) que a obesidade de uma funcionária irá causar problemas de saúde no futuro e isso a coloca em condições de desvantagem frente a outra concorrente sem esse ponto negativo, que se deixe a empresa usar o direito que tem, ora. Quanto ao Ministério Público estar agindo, não faz mais do que a obrigação, é para isso que ele existe e, a meu entender, continua atrasado e perdendo a corrida. Este sim é preconceituoso e deixa passar à frente o que lhe interessa sem critérios lógicos. Este sim é movido a preconceitos e interesses questionáveis, como de resto boa parte da Justiça à brasileira.

    Se um gordo for destratado, isso é uma coisa. Se for questionado sobre o sobrepeso que tem e o fato de isso vir a aumentar o risco atuarial que ele representará no custo da empresa servir para descartá-lo numa fila de emprego, isso não é preconceito, mas é um fato.

    Por mair que desagrade ao gordo comer menos e exercitar-se mais.

    Abraços!


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