No meio da rua

No meio da ruaLeio esta notícia na ANDI, a Agência de Notícias dos Direitos da Infância. Diz a notícia que o diretor Antonio Carlos Fontoura se diz otimista quanto à possibilidade de comunicação entre morro e cidade cariocas. Tal sentimento está impresso no filme No meio da rua. Curiosamente, essa possibilidade é criada por duas crianças – o longa-metragem fala sobre a amizade entre um garoto de classe média alta da Zona Sul e um menino de rua que ganha a vida fazendo malabarismo em um sinal de trânsito. O diretor acredita ser mais fácil para uma criança do que para um adulto atravessar a barreira entre os dois lados da cidade partida. E vai além. Ele diz que o preconceito, quando existe na criança, é imposto pelos pais. Quando foi exibido informalmente para pais e alunos de uma Escola Parque, alguns estudantes disseram que seria muito bom exibi-lo em outras escolas, porque eles estão acostumados a ver os meninos em situação de rua como “bichos”. O filme descreve o choque de culturas causado pela ousadia de um garoto de 10 anos que empresta seu jogo eletrônico a uma criança que costuma ver trabalhando em um cruzamento da cidade no caminho para a escola. Repreendido pela mãe e proibido de voltar a encontrar o amigo da rua, o menino falta uma aula para reencontra-lo e descobre que o joguinho foi roubado por dois olheiros do tráfico da favela onde mora. No meio da rua pode ser visto como uma fábula urbana. E merece ser visto e mais que isso, ser debatido em sala de aula e tal.


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