Quarteto Fantástico realça o melhor do Brasil

Quarteto Fantastico3Tinha até o ingresso. Afinal não é todo dia que a seleção brasileira joga no Mane Garrincha em Brasília. A cidade estava eufórica e um inundação verde-amarela tomou conta de suas amplas vias. O jogo que começaria por volta das 4 da tarde já mobilizava milhares de pessoas ainda na parte da manhã. O domingo prometia. O burburinho de gente me fez desistir de ir ao estádio. Assisti em casa os 5 a 0 do jogo Brasil x Chile. O que vi pela telinha mágica me fez lembrar de outros tempos: a Copa de 1970. O quarteto fantástico de hoje (Ronaldo, Robinho, Adriano e Kaká) me trazia toda a emoção do antigo quarteto fantástico que trouxe a Taça Jules Rimet para o Brasil. Eram: Pelé, Tostão, Gérson e Jairizinho. Naqueles dias de Guadalajara no México tinha meus pueris 11 anos e o Brasil vivia os anos de chumbo. Hoje, 35 anos passados, vivemos outro tipo de anos… talvez de um elemento ainda mais pesado. Esse que se aninha sempre que há carência de ética. O primeiro gol de Juan, o de Robinho e dos três canhões do “Imperatore Adriano” foram suficientes para esquecer as mazelas do dia a dia. Sim. O futebol é mágico e nos faz driblar os dias atravessados, acenando com um povo engalanado de festa, sorrisos e criatividade. O céu de Brasília fez aflorar o melhor do Brasil: a explosão de criativa alegria.

One Response so far.

  1. Otávio Trindade disse:

    Querido Tom, essa foi a primeira vez que leio um artigo esportivo de sua autoria. Como não poderia deixar de ser, gostei muito! Não concordo com aqueles que dizem que o futebol só aliena o povo. Quer dizer que deveríamos nos afundar nas obscenidades da política nacional e esquecer da bela combinação entre criatividade e esporte? Não, isso ninguém tira do nosso país. E não devemos subestimar as vantagens do futebol para as relações internacionais do Brasil. Foi o Santos de Pelé que parou uma guerra entre o Congo francês e o Congo belga quando de seus jogos nas respectivas capitais, Brazaville e Kinshasa, exigência dos beligerantes. E qual foi o brasileiro que nunca foi tratado com mais simpatia no exterior só pelo nosso futebol? Quando não estamos na nossa casa, isso conta, e muito.


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