TV e crianças – algo a ser dosado

Criancas e TV   parceria perigosaA cena é comum. A criança volta da escola, entra em casa, não cumprimenta ninguém, deixa a mochila no chão e liga a primeira TV que encontra. Instala-se frente na tela e quando vêm os comerciais vai trocar a roupa e comer alguma coisa. As pesquisas indicam que o colega favorito da criançada durante o tempo de folga não é seu irmão, nem o vizinho, nem a bola de futebol, e sim a televisão. Desenhos animados, seriados, filmes, programas infantis, vídeos musicais e eventos esportivos fazem o cardápio favorito e o controle remoto vira a melhor ferramenta para curtir a variedade. Não é nova a discussão sobre a interação criança/televisão. Alguns dizem que é má, outros, consideram-na enriquecedora, dependendo do conteúdo, mas todos concordam que o consumo de televisão – e da tecnologia audiovisual em geral, faz-se mais forte. Enquanto isso, apreciadores compulsivos dos programas de TV, as crianças passam ao longe dos livros, e se privam do combustível mágico que é a imaginação que um livro sempre consegue passar. Já foi dito que tudo o que ultrapassa os limites da moderação termina sendo prejudicial, tanto à saúde física quanto à saúde mental. Uma boa dica é levar os filhos para uma livraria, mostrar a eles este ou aquele livro, enfim, quebrar o gelo, apresentando ao seu filho ou a sua filha um livro que cative seu interesse! Voltaremos a este assunto.

2 Responses so far.

  1. Carlos Alberto Silva disse:

    Caro Washington Araújo,

    Ao ler seu artigo “TV e crianças – Algo a ser dosado” foi como se tivesse vendo um filme que assisto todos os dias. Cada família deveria resistir à tentação e, por alguns poucos minutos, desligar a TV e ler o seu texto. Ele retrata muito bem o cotidiano de muitas famílias – um reflexo da realidade do dia-a-dia. É um convite à reflexão e um chamado a experimentar pequenas mudanças de paradigmas quanto ao entretenimento das famílias. Precisamos afastar mais das máquinas e dar mais tempo à aproximação dos nossos familiares, vizinhos e amigos, bem como de uma boa leitura como você gentilmente sugere. Parabéns e pode publicar nos jornais. Carlos Silva

  2. Roberto Viana disse:

    Inspirado nesta matéria fiz uma “negociação” com minhas filhas e consegui reduzir significativamente o tempo de televisão em nossa casa. Interessante como a restrição produziu um desinteresse ainda maior pela televisão e melhor, os “efeitos colaterais” decorrentes, desde uma maior atenção nas tarefas escolares, nos cuidados e higiene pessoais, até uma maior disposição para atividades físicas. Realmente precisamos quebrar paradigmas e reinventar nosso dia-a-dia e usar a tecnologia a nosso favor e não sermos “escravizados” por ela. Obrigado por nos alertar, mais uma vez, para o problema.


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