64% dos softwares do Brasil são piratas

Softwares piratas no BrasilO Departamento de Comércio norte-americano deve enviar especialistas para diversos países que têm altas taxas de pirataria. A idéia é que os profissionais trabalhem nesses locais para coibir crimes relacionados à propriedade intelectual. O Brasil está na lista dos países que receberão os especialistas, assim como China, Índia e Rússia. Os profissionais irão acompanhar e monitorar casos nestes países, além de ter um contato diário com as autoridades locais. De acordo com Robert Holleyman, da Business Software Alliance, a inovação e a economia sofrem quando os piratas não são devidamente punidos. Uma boa notícia é que os desenvolvedores de software terão assistência para que possam combater a pirataria em regiões problemáticas. Um estudo recente divulgado pela empresa de consultoria IDC diz que 90% do software utilizado na China é pirata. Em seguida estão Rússia, com 87%, a Índia com 74%, o Brasil com 64% e o Oriente Médio com 58%. Uma coisa é combater a pirataria, outra é facilitar o acesso, a preços razoáveis, dos programas de computação. Na verdade, convivemos com verdadeiros cartéis, geralmente comandados pelas grande corporações como a Microsoft. Temos que trabalhar nas duas pontas: primeiro, proibindo a pirataria e segundo produzindo programas de boa qualidade e a baixo custo industrial. Um desafio e tanto!

6 Responses so far.

  1. Bijan Ardjomand disse:

    Caro amigo Tom,

    Realmente a pirataria existe e é inevitável devido aos altos preços. Se não existissem os softwares piratas, acredito que a maioria das pessoas simplesmente não teria acesso a computadores. Confesso que a maioria dos softwares que eu uso são piratas e eu não poderia ter acesso a eles de outra forma, justamente porque não teria condição de comprá-los. Tenho um software que não é pirata, o Dicionário Houaiss que comprei porque o preço estava acessível. Se os outros softwares tivessem preços igualmente acessíveis não tenha dúvida de que pelo menos grande parte dos usuários, como eu, comprá-los-ia.

    Abraços, Bijan

  2. Pedro Paulo disse:

    Washington você foi no ponto chave: os preços exorbitantes dos softwares. Há que se ter softwares livres e o Lula está certo em buscar dotar os computadores com governo com mídias gratuitas. A galera da exclusão está sempre detonando o acesso fácil e imediato a qualquer nova tecnologia. Afe!

  3. Angélica Florez disse:

    Liberdade de uso dos programinhas é uma questão de direito como você termina alguns dos comentários. Mas os preços estão mais salgados que bacalhau de terceira. Enquanto isso temos que virar. Fazer o que?

  4. AlfredoSirkis disse:

    Os camelôs também precisam sobreviver! Ou baixam o preço ou pau nos royalties, não há meio-termo…

  5. Andrea Bastos disse:

    E são piratas devido aos custos. Você foi no ponto central. Pena que não haja uma política mais efetiva para a rápida criação e disseminação dos softwares livres… O jeito é copiar e copiar. Os incomodados que vão ao Procon de São Paulo.

  6. É, o jeito é copiar! Concordo com Andrea Bastos. E esperar a produção de qualidade e preço acessível de programas. Um desafio e tanto.


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