Descrédito da classe política brasileira

Descr dito da classe pol ticaNão precisamos pesquisar muito para vermos que, pelo menos nos últimos meses, as palavras mais citadas no noticiário são corrupção, mensalão, mensalinho, desvio de verbas, cassação de mandatos. Pois bem, tenho em mãos os resultados de uma recente pesquisa do Datafolha dando conta que a reprovação popular à atuação dos 594 deputados e senadores eleitos em 2002 mantém-se elevada. A pesquisa foi realizada em 151 municípios de todos Estados brasileiros. Das 2.537 pessoas entrevistadas, 46% disseram considerar ruim ou péssimo o desempenho dos congressistas. Apenas 12% aprovam (ótimo ou bom) a atuação dos parlamentares. A avaliação regular também manteve-se em 35%. Dias antes do estouro do escândalo do “mensalão”, no início de junho, o índice de reprovação à atuação dos deputados e senadores era de 36%. Esse número subiu para 42% em meados de junho, para 46% em 21 de julho e para 48% no princípio de agosto. É sintomático que quase a metade dos entrevistados torcem o nariz para a atuação dos seus representantes no Congresso Nacional. Um choque de ética, honestidade, amor à causa pública parece ser o que esperam dez em cada dez brasileiros. Um retorno a temas como bom caráter e honestidade, coerência e mesmo fidelidade partidária parece ser a direção apontada pelo eleitorado. Cada vez mais os cidadãos estão de olho no que ocorre em Brasília. É a cidadania em movimento.

6 Responses so far.

  1. O problema não é exclusivmaente brasileiro. Recentemente, aqui em Portugal houve vários Prefeitos suspeitos de corrupção, que foram reeleitos. Muita gente questiona aqora vários aspecto do nosso sistema político.

  2. Biro (Danilo) disse:

    Oii TOM!!!!!!!
    Quanto tempo! que saudade!

    Olha, eu não quero parecer pessimista…não sou, mas acredito que no caso do nosso sistema político, esse problema
    aparenta-se irreversível = /

    Tudo jah começa na própria forma em que o poder é distribuído…
    Como pode um país que tem seu grande movimento sócio-político-econômico (fontes do desenvolvimento e base de um país
    capitalista) concentrado em 4 ou 5 capitais e distribuir o poder pra reger uma nação com base na dimensão populacional?
    Me parece arcáico demais…
    O Sul e Sudeste brasileiros regem o motor do desenvolvimento nacional, (não estou desconsiderando os potenciais nordestinos
    tão pouco sua importância, mas é inegável que quem está à frente de tudo são as capitais sudeste/sulista) mas na hora de
    ter poder político dentro da câmara dos deputados todo o resto do Brasil, que ainda tem uma forma colonial de existência,
    concentrando poder nas mãos de coronéis tomam a frente e distorcem todo o rumo desse desenvolvimento.
    Poucas famílias com poderosos nomes tradicionais apreendem o potencial brasileiro e isso é muito triste.
    Outro fato muito complicado do nosso sistema político é esse encadeamento de interesses, nenhum político consegue apoio para
    nada a não ser que se corrompa e faça o que algum outro lhe ordene, é simples, ou ele faz e tem apoio ou não faz e fica onde
    está, olhando de fora o andar da carruajem.
    O Lula a princípio jamais concordaria com o que ele mesmo está fazendo agora, mas se não tivesse aceitado esses
    “favores”, ele não seria hoje nosso presidente.
    Acho isso tudo tão alicerçado que não tenho muitas esperanças de mudança.
    O que acredito é no potencial dessa nova legião de Ong’s que estão tomando força e que (espero eu) tomem a frente do
    desenvolvimento humano.

    Adoro esse blog Tom!
    Lindo trabalho
    Grande abraço.

  3. Odette, Lucas e Arthur disse:

    Meu amigo Tom,
    Tenho uma visão bastante otimista sobre esse assunto. Me lembrei da época em que iniciei minha carreira como servidora pública e que todos fumavam a vontade em suas salas de trabalho sem se importar o quanto estavam agredindo os colegas que não compartilhavam desse horrível hábito. No entanto, hoje em dia tal hábito é cada vez mais inadimissível em lugares fechados.
    Portanto, é só uma questão de tempo. Acredito que o povo brasileiro a cada ano que passa tolera menos a desonestidade e a corrupção.

    Um grande abraço.

  4. Acredito que tudo tem a ver com a desigualdade social e cultural, que começa pelas regiões dessa grande nação. Como o cidadão Danilo falou, a concentração de riquezas, desenvolvimento, investimento, só no Sul e Sudeste do País! E o resto??? Os coronéis continuam em alta! Os pais é que dizem aos filhos em quem votar! Por um par de havaianas, uma camiseta do candidato, um exame de vista, uma dentadura, um remédio…Toda uma família é dominada. Em algumas regiões, se dá o nome de Curral Eleitoral do Dr. Fulano!!! Na maior parte do Brasil, as pessoas sabem escrever o nome para votar, não precisam apreender mais nada, não precisam de conhecimento, educação, trabalho digno…Pq, com isso, eles ficarão ‘exigentes’, precisam ficar ali, no cabresto! E olha, o resultado de nossos parlamentares, nossos dirigentes! Corruptos, desonestos, desleais, traiçoeiros! Minha esperança é que o brasileiro, está acordando, saindo dessa letargia, desse coma da ignorância. E as ONGs, estão chegando!!! Desculpa minha indignação, cidadão.

  5. Amigos cidadãos, atributos p um bom governante, um político leal, nesses pequenos textos…

    Dize: Honestidade, virtude, sabedoria e um caráter santo revertem no enaltecimento do homem, enquanto que desonestidade, impostura, ignorância e hipocrisia levam a seu rebaixamento.

    (Bahá’u’lláh, Epístolas de Bahá’u’lláh)

    Pois os atributos das pessoas de fé são justiça e honestidade; paciência e compaixão e generosidade; consideração pelos outros; franqueza, integridade e lealdade; amor e bondade; devoção e determinação e humanidade.

    (‘Abdu’l-Bahá, O Segredo da Civilização Divina)

    As qualidades humanas relevantes, tais como a honestidade, a disposição para o trabalho e o espírito de cooperação, são bem aproveitadas na realização das árduas metas coletivas quando todos os membros da sociedade – de fato, todos os grupos componentes da sociedade – podem confiar que estão protegidos por critérios claros e têm assegurados benefícios que se aplicam igualmente a todos.

    (Bahá’í International Community, A prosperidade da humanidade)

    Minha esperança é que, neste século esclarecido, a Luz Divina do amor espalhará seu brilho sobre o mundo inteiro, encontrando resposta no íntimo da inteligência de cada um dos seres humanos; que a Luz do Sol da Verdade guiará os políticos a desfazerem-se de todas as pretensões de preconceito e de superstição e, com espíritos livres, seguirem a Política de Deus; pois a Política Divina é poderosa, enquanto que a do homem é fraca!

    (‘Abdu’l-Bahá, Palestras de Abdu’l-Bahá)

  6. Janaina disse:

    Dois excelentes textos ai abaixo – o primeiro publicado na coluna do “Ombudsman”, na Folha de São Paulo, e o segundo na página na Internet, do Observatório da Imprensa – que demonstram como a Folha de S. Paulo faz a blindagem do governador paulista José Serra. São imperdíveis e os leitores da Folha precisam conhecê-los:

    1 – Coluna do “Ombudsman” – São Paulo, domingo, 23 de dezembro de 2007:

    Folha, Serra, tendência e método
    (Reproduzo nota que escrevi na crítica da terça-feira.)
    Na semana passada, lamentei que a Folha não tivesse procurado o governador José Serra para ele se pronunciar sobre a reintegração de posse na favela Real Parque. O terreno pertence a uma empresa ligada ao Estado; a Polícia Militar, que executou a ordem judicial, é subordinada ao governador e a autoridades que ele nomeia diretamente ou não.
    Ontem, lamentei que o jornal não tivesse procurado Serra para ele se pronunciar sobre a morte de um lutador (…) em dependências do Estado.
    Hoje, lamento que o jornal não tenha procurado Serra para ele se pronunciar sobre a morte por tortura -de acordo com laudo do IML- de um adolescente (…) preso por policiais militares.
    Três exemplos não asseguram que se esteja diante de um método. Indicam, no entanto, uma tendência.
    O jornal, cujo dever é fiscalizar o poder, todos os poderes, deveria refletir sobre isso.

    2 – “Observatório da Imprensa” – em 25/12/2007:

    SERRA NA FOLHA:
    Como fazer dos limões uma laranjada

    Por Celene Araújo

    Criado para realizar pesquisas de opinião pública e eleitorais com o máximo rigor técnico e agilidade, o Datafolha firmou sólida reputação a partir de 1989, com a volta das eleições diretas, para as quais a própria Folha de S.Paulo teve um papel crucial e digno de constar como capítulo da História do Brasil.

    Desviando-se dessa trajetória memorável, os belos limões do Datafolha ajudaram o jornal a fazer uma laranjada no domingo (16/12) para parafrasear uma expressão em voga atualmente.

    Como chamada na primeira página, saiu uma relevante e oportuna pesquisa do instituto com um ranking de avaliação de governadores. O resultado mostrou a seguinte classificação e suas respectivas notas e porcentagem de aprovação:

    1º – Aécio Neves (PSDB) – Minas Gerais – 7,7

    2º – Cid Gomes (PSB) – Ceará – 6,6

    3º – José Serra (PSDB) – São Paulo – 6,5

    4º – Eduardo Campos (PSB) – Pernambuco – 6,4

    5º – Roberto Requião (PMDB) – Paraná – 6,3

    6º – Luiz Henrique da Silveira (PMDB) – Santa Catarina – 6,1

    7º – Jacques Wagner (PT) – Bahia – 6,0

    8º – Sérgio Cabral (PMDB) – Rio de Janeiro – 5,9

    9º – José Roberto Arruda (DEM) – Distrito Federal – 5,3

    10º – Yeda Crusius (PSDB) – Rio Grande do Sul – 4,2

    O “foguete” Serra

    Nas páginas internas, o assunto se desdobra ao longo de seis merecidas páginas, com matérias específicas dedicadas a vários dos governadores ranqueados. Veja se um leitor atento da edição de domingo consegue descobrir o que está destoando na série de títulos escolhidos pela Folha para suas matérias internas:

    ** “Aécio sofre poucas resistências para administrar Minas”

    ** “Tucana [Yeda Crusius] se tornou alvo no RS da classe média, do funcionalismo e do Judiciário”

    ** “Aprovação a Serra aumenta 10 pontos percentuais em 7 meses”

    ** “Avaliação positiva de Cabral cai 25%”

    ** “Governo do DF é rejeitado por 30% do eleitorado”

    ** “Só 2 dos 45 deputados do Ceará fazem oposição aberta a Cid Gomes”

    ** “Wagner ainda tem problemas essenciais”

    Não precisa ser catedrático em semiótica para se constatar que todas as matérias são críticas aos respectivos governadores que lhes servem de tema, exceto aquela dedicada a José Serra, o governador de São Paulo. Senão, vejamos: Aécio e Cid não têm oposição em seus estados. Yeda Crusius enfrenta o ataque da classe média e dos servidores. Cabral cai, Arruda é rejeitado e Wagner “ainda tem problemas essenciais”. Mas José Serra, qual foguete, “aumenta 10 pontos percentuais em 7 meses”…

    E quem desaprova?

    De acordo com o Datafolha, as três maiores notas foram as seguintes: Aécio (7,7), Cid Gomes (6,6) e Serra (6,5). Nas matérias específicas sobre os governadores, o jornal Folha de S.Paulo procura mostrar que Aécio e Cid Gomes só têm um elevado grau de aceitação porque não são fustigados pela oposição no plano regional. De 77 deputados estaduais em Minas, apenas dez fazem oposição a Aécio. De 45 deputados estaduais do Ceará, só dois enfrentam Cid Gomes, mesmo assim para fazer “críticas pontuais” na área de segurança pública. Cid Gomes passeia “com um governo quase sem oposição, formado por um leque de aliados que vai do PT ao PSDB” – e “até deputados de partidos excluídos da base aliada, como o DEM, poupam Cid de críticas mais incisivas”.

    Por que a Folha não concedeu a Aécio e Cid Gomes o direito de serem bem avaliados pela população por méritos de suas administrações públicas, como fez com José Serra?

    Além do festivo título, encontro na matéria de Serra que ele enfrentou crises com o meio acadêmico e com o acidente nas obras do Metrô, ameaças de greve e manifestações. A Folha me informa que o governador concedeu reajustes para os funcionários na área de segurança, antecipou bônus na Educação e adiantou o décimo terceiro. Apesar dos escândalos de corrupção que enfrentou, não houve ataques do PCC nem rebeliões na Fundação Casa. Melhor: conseguiu redução de 21,76% nos homicídios, vendeu a folha de pagamento para a Nossa Caixa, parcelou a dívida, aumentou o limite de endividamento do Estado, garantiu recursos para investimentos como recuperação de vicinais, faculdades de tecnologia e o Rodoanel. Uau!

    O texto esmiúça o levantamento, identificando os melhores desempenhos alcançados de acordo com os extratos sociais definidos pela pesquisa. E quem desaprova o governo Serra, por que o faz?

    Neste quesito vale observar que no caso dos governadores mais bem avaliados que Serra não se tem informação sobre nenhum recorte da pesquisa (renda, escolaridade etc.)

    Informar o público

    Ao interpretar os números do Datafolha, o jornal destilou o preconceito segundo o qual mineiros e cearenses – ao contrário dos paulistas – não conhecem a realidade e, por isso, apóiam Aécio e Cid Gomes. Ou está dizendo que, se houvesse uma oposição vigorosa na Assembléia, o povo certamente deixaria de apoiá-los. Mas, em que pilar da ciência política está assentada a ligação de causa e efeito entre baixa oposição parlamentar e elevada popularidade de um governante? Ou o seu contrário, de elevada oposição e baixa popularidade do governante? Por acaso José Serra também tem boa nota (6,5) e pouco abaixo de Cid Gomes) pelo fato de se beneficiar de uma oposição complacente em São Paulo?

    A edição, de seis páginas, é um primor de descumprimento do Manual de Redação no célebre capítulo sobre “ouvir o outro lado”. No Ceará, a Folha ouviu o oposicionista Heitor Férrer (PDT) e usou uma declaração do secretário da Fazenda apenas para confirmar a crítica da oposição. Em Minas, todas as fontes ouvidas são de oposição – foram entrevistados a deputada do PT Elisa Costa e um sindicalista. No Rio Grande do Sul a mesma coisa: deu-se voz apenas ao deputado Raul Pont (PT) e ao presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos. Já em São Paulo, sabem quem foi entrevistado da oposição para falar da avaliação positiva de Serra? Ninguém… A matéria é olímpica e não traz entrevistas, fazendo um oba-oba para o governador paulista.

    Um dos nomes mais em evidência para disputar o cargo de presidente da República, José Serra é um político de grande capacidade e méritos reconhecidos e respeitados até por seus adversários. Se a Folha escolher o nome dele como seu preferido para a disputa de 2010, essa pode ser uma boa opção eleitoral e um direito do jornal em fazê-lo. A cada eleição, dois expoentes das rotativas no planeta, o New York Times e o Monde, comunicam a seus leitores quais os candidatos da sua preferência, mas procuram evitar que essa escolha política contamine o noticiário. Caso a Folha adote um caminho semelhante, seria pelo menos de bom tom informar isso a seu vasto público. Com transparência, de um limão é possível sempre fazer uma boa limonada.

    Os artigos demonstram a relação entre a Folha e o Serra!

    Muito oportuno o texto “Folha, Serra, tendência e método”, do jornalista Mário Magalhães – Ombudsman da Folha, publicado no dia 23/12, em sua coluna semanal daquele jornal. Ele aponta as reiteras “omissões” do jornal na cobertura de fatos negativos que recentemente aconteceram em São Paulo e a estratégia do jornal em poupar o governador José Serra de situações que poderiam provocar desgaste à imagem dele.

    Discordo do Ombudsman somente no que diz respeito à dúvida dele sobre se há apenas uma “tendência” ou já um “método” do jornal em preservar o Serra. Na minha opinião estamos mesmo é diante de um método amplamente adotado pela Folha.

    Com relação ao texto “Como fazer dos limões uma laranjada”, da consultora em comunicação Cilene Araújo, publicado pelo Observatório da Imprensa, no dia 24/12, ele é bastante esclarecedor com relação às reportagens que o jornal tem publicado sobre o Serra recentemente, no tocante à divulgação das pesquisas realizadas pelo Datafolha.

    Já tenho feito análises sobre as divulgações de pesquisas pela Folha de São Paulo, como trabalhos para faculdade, e quero dar a minha contribuição nesta discussão.
    Afinal qual o método ou a rotina da Folha no tratamento de suas pesquisas?

    Duas perguntas:

    A Folha repercute o resultado com os vencedores?
    A Folha compara o desempenho de alguém com os seus antecessores no cargo para dar uma visão relativa – além da absoluta -do resultado?

    Depende! Se o vencedor é o Serra, a Folha repercute. Se não é, não há repercussão.

    Se a comparação é favorável ao atual governador paulista, ela compara com gestões anteriores. Se não é ignora, não há comparação.

    Vejam exemplos recentes:

    Compara?

    Em 26 de março de 2007, a Folha publicou pesquisa de avaliação dos governos estaduais. Na primeira página, a manchete foi “Governo Serra tem aprovação de 39%”. Neste caso, a Folha comparou os 100 dias do Serra com os de Alckmin e os de Covas. O resultado era favorável ao Serra.

    O critério de comparação foi tão importante que foi ele que justificou a manchete do jornal – favorável ao Serra, é claro. Isso já que Sergio Cabral com 48% e Aécio Neves com 71% tiveram resultados melhores do que ele.

    Agora, na pesquisa publicada no dia 16 de dezembro de 2007, Serra ficou em 3º lugar, mas desta vez a Folha não comparou o resultado da avaliação do atual governador paulista com o desempenho de Alckmin após o primeiro ano de governo dele.

    Por quê? Porque se comparasse ficaria claro que em pesquisa realizada na mesma época, o resultado de Alckmin foi muito melhor. Enquanto Serra teve agora 49% de aprovação, em período semelhante, Alckmin teve 65% (Pesquisa Datafolha de 04/01/2004).

    E não vale argumentar que Alckmin estava há mais tempo no governo, já que, a pesquisa do dia 26 de março, também se referia aos 100 primeiros dias do “segundo” mandato de Alckmin. Se essa comparação era justa em março, agora também é!

    Repercute?

    Pesquisa do Datafolha para presidente, publicada no dia 05 de fevereiro de 2006, mostrou o Serra com o melhor resultado, tanto frente ao Alckmin quanto ao Lula. No dia seguinte (06/02/06), a Folha voltou ao assunto, lembrando o belo resultado do Serra. Repercutiu amplamente a pesquisa, e trouxe a seguinte manchete: “Eleitores do PSDB preferem Serra a Alckmin”.

    No dia 02 de dezembro de 2007, a Folha publicou pesquisa para presidente, com Serra na liderança, com o título o seguinte título: “Serra é o favorito para suceder Lula; Ciro aparece em 2º”. Como se vê uma manchete bem favorável ao atual governador de São Pulo.

    Novamente a Folha repercutiu a pesquisa, 48 horas após a publicação da primeira reportagem. O jornal, na edição do dia 04/12/07, aproveita mais uma vez para destacar a excelente posição do tucano nas pesquisas e traz a seguinte manchete: “Fico satisfeito, mas não fui eleito para ser candidato, afirma Serra”.

    No dia 16 de dezembro de 2007, Aécio Neves foi o governador mais bem avaliado do país. No dia 17 de dezembro de 2007, Beto Richa foi o prefeito de capital mais bem avaliado do país. Na reportagem sobre esta pesquisa, o prefeito de Curitiba mesmo apontado como líder do ranking recebeu apenas um registro, de cinco linhas.

    A Folha não voltou ao assunto e não repercutiu o resultado com nenhum deles.

    Não era o Serra!


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