Prefiro ter perdido no referendoDois terços dos eleitores no referendo do último domingo, 23, aprovaram manter no Brasil o comércio de armas de fogo e munição. Foram, em números redondos, 59 milhões de NÃO contra 33 milhões de SIM. O referendo do desarmamento foi uma grande festa da cidadania: jovens e idosos, homens e mulheres, brancos, negros e pardos, de todos os credos e de todas as ideologias tiveram seu voto computado. O resultado lança um alerta vigoroso ao aparato de segurança do Estado: há que se ser mais eficiente no combate ao crime, tanto ao organizado quanto ao desorganizado. Eu sou um daqueles 33 milhões que votaram SIM e, após a ressaca moral da acachapante derrota das últimas horas, ainda assim, estou feliz em ter votado contra o comércio da morte. Prefiro estar entre os que perderam a ficar entre os que ganharam. Isso, porque estou convencido de que quanto maior o número de armas no país, maiores as chances de se aumentar o crime. Mas, curvo-me à vontade da maioria e torço para que o livre arbítrio de cada um de nós seja pautado pelo bom senso e pela responsabilidade quando optar pela compra de uma arma de fogo. Esta fatura está, portanto, liquidada. Outras lutas virão. E quero estar sempre do lado da justiça e da cidadania. Pra ganhar ou pra perder.

7 Responses so far.

  1. Jhullyanna Cintra disse:

    Eh ttristeeee ohh se eh!!! Ver que o ID vence o super ego!!!
    O ID dominou gerall já dizia meu caro Freud que estamos dominados pelo prazer, é o prazer talvez da superioridade de ter uma arma ou coisas do genero..
    Mais uma vez vemos o povo ser uma consciencia formada !!
    ainda tenho fé neste 33 milhões …
    Meu primo morreu devido a arma de fogo… quandos mais terão que morrer para que isto PARE!!

  2. É um dia triste para o Brasil!
    🙁

  3. Marcia Kawabe disse:

    Também votei naquilo que acredito. E não me importo em ficar do lado dos “perdedores” . Se houver outra votação amanhã, minha opinião continua a mesma.

  4. Adriana disse:

    Confesso que fiquei um pouco ressentida com o resultado. Sei que muita gente optou por essa história de “não perder minha liberdade de escolha”. Bom, minha escolha sempre será NÃO ÀS ARMAS DE FOGO. Engraçado que a todos que questiono sobre o porque do não, me dizem “eu nunca teria uma arma de fogo, mas acho que algumas pessoas precisam delas”… para que??!?!?!?

  5. Adonias Junior disse:

    Caro Tom,
    Apesar do triste resultado do referendo, não acho que foi de tudo um retrocesso do povo brasileiro. Até mesmo, por acreditar que o desarmamento parcial proposto, isto é, desarmar o cidadão de bem, não configura uma luta pela Paz e pela vida como o mote de campanha do Sim. Como a maioria das pessoas que conheço, independente da opção de voto, jamais pretendo possuir uma arma e abomino totalmente seu uso indiscriminado, porém, móro no Rio de Janeiro, onde o bandido está armado até os dentes e não vejo nenhuma medida eficaz de desarmamento do “morro”, por parte de nossos dirigentes. Porque então toda essa preocupação em desarmar o cidadão comum? Será que o objetivo real desse referendo foi a VIDA??? Queria ter certeza…
    Porém, Fico muito feliz e gostaria de partilhar com você e os amigos que visitam seu blog, uma percepção diferente do que está acontecendo.
    Temas como DESARMAMENTO, RACISMO, MEIO AMBIENTE, ÉTICA, PAZ MUNDIAL e outros, que hoje estão totalmente em uso, me parece BRISAS de uma Nova Ordem Mundial… um pouco distante, mas já mostrando suas nuances, seu aroma…
    Nossos dirigentes e até mesmo o povo, não estão sabendo o porque, nem como tratar desses assuntos, só sabem que são relevantes e estão vindo a tona de qualquer forma, talvez, ou melhor, com certeza por inspiração divina.
    Tenha Fé que no momento certo e de forma correta o DESARMAMENTO vai acontecer.
    Um forte abraço

  6. Concordo com o Adonias Jr, foi a visão de quase 60 milhões de brasileiros, q se sentem acuados, prisioneiros de um sistema de segurança altamente falho, sem estrutura material e humana. Com um governo q só com a preparação deste referendo, gastou milhões, mta grana, q poderiam aparelhar nossa polícia, com coletes, armas, viaturas, cursos p agentes e tals. Esse resultado, foi um grande grito de SOS do povo, um alerta p nossos governantes! Não há vencedores e vencidos! Acredito que a CIDADANIA, estar despertando. Não queremos armas, mas, queremos segurança, e isso ñ existe no País! O mundo quer paz, justiça, amor. E chegaremos lá, por bem ou por mal. O homem tem a opção! Um abraço, cidadão querido.

    Na seriedade do nosso desejo de vos transmitir o fervor da nossa esperança e a profundidade da nossa confiança, citamos a promessa enfática de Bahá’u’lláh:
    “Estas lutas infrutíferas e estas guerras ruinosas hão de passar, e a Paz Máxima há de chegar”.

    (A Casa Universal de Justiça, A Promessa da Paz Mundial)

  7. SAM disse:

    Caro Tom,
    Ainda que não me encontre no núcleo do momento, comparto com todos aqueles que se viram no voto da minroia, o voto dos poucos (que, atenção, não eram assim tão poucos…) e comparto a dúvida de Adonias: Porque toda essa preocupação em desarmar o cidadão comum?
    Não quero ser a voz discordante no meio de vós, mas tenho pensado muito nos últimos tempos: se eu estivesse no Brasil, qual seria o meu voto? Naturalmente o debate não se pode centrar num mero “desarmar” ou “armar”, não podemos nos restrir a uma visão dicotômica da vida onde egos e superegos lutam entre si. A decisão é sempre minha, a decisão de pegar uma arma ou não. E eu prefiro poder decidir em NÃO me armar. Mas, eu prefiro decidir.
    O dom mais precioso do ser humano, me parece, é esse mesmo: a capacidade de decidir no momento correto entre o certo e o fácil.
    O que é o desarmamento referendado? A extinção das armas ou a criação de um mercado negro mais forte e vigente que o atual, onde o valor comercial de uma arma de fogo aumenta, aumentando também os bolsos de quem não deveria sequer ter bolsos, e reduzindo a possibilidade de ficalização, controle e registro de armas?
    Creio que na vida há sempre um lado positivo, ainda que eu esteja do lado dos perdedores!
    Um forte abraço!


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