Desemprego afugenta o futuro de muita gente

Desemprego afugenta futuroDe novo, a velha questão do desemprego. É este o pesadelo de milhões de brasileiros. Afinal, sem emprego, o futuro foge das nossas mãos. E com ele, os sonhos de uma boa alimentação, a certeza de um tratamento médico em caso de doença, a chance de continuar os estudos em uma universidade. Pois bem, ainda assim, entrevistas e ofertas de emprego ocorrem com um certo grau de freqüência para os executivos empregados. Em 2004, 48% dos executivos tiveram pelo menos uma entrevista de emprego e 43% tiveram pelo menos uma oferta de emprego. E então, a pergunta que não quer calar: o que leva o profissional a aceitar a oferta para trocar de empresa? Segundo recente pesquisa do Grupo Catho “A Contratação, A Demissão e a Carreira do Executivo Brasileiro – 2005”, feita com 31.000 pessoas entre maio e julho, ajuda a esclarecer a questão. A principal razão para uma pessoa trocar de emprego, pelo menos para 45% dos entrevistados foi com relação às perspectivas de crescimento na empresa. Em segundo lugar, com 15% das respostas, pesou o “gosto pelo novo trabalho”. Como vemos, a emoção pelo novo vem em primeiríssimo lugar. Trocar de emprego deixa de ser algo puramente racional para algo mais no campo da emoção. Apenas 9% disseram que trocariam o emprego atual porque o novo lhe daria uma melhor qualidade de vida.

3 Responses so far.

  1. Ana disse:

    A questão do desemprego é polêmica demais, para ser resumida num único comentário. Posto que, as pessoas na condição de desembregado têm baixa estima, sente-se incapaz, só o amigo/conhecido tem SORTE, consegue um emprego. Utiliza o seu tempo pensando na sua inabilidade e incapacidade do que em fazer algo. Por viver, no mundo Acadêmico já conheci “Pessoas/Doutores” que chegam a rejeitar o emprego por que se sentem desnivelados. E ainda poderia descrever mais de 1.000 crises existenciais.

    A responsabilidade de tudo isto é mesmo de quem? De todos nós. Primeiro, estamos num novo milênio, novo século, a informação atravessando o mundo em razão de segundos/minutos, mas, estamos vivendo com os valores de um mundo e modelo de sociedade sem nos desvincular deles (valores do passsado).

    Até quando temos uma sociedade empreguista? Até quando temos que culpar os sistemas capitalistas, socialistas ou comunistas (…). Nenhum deu certo.

    Todos estes sistemas estão falidos. Mas, desde 1985 Williamson Economista estuda as Economias de Custos Transações, onde não temos mais que olhar para uma empresa, mas para os custos de contratação e ex-ant e ex-post. Isto nos conduz a afirmar que devemos analisar as cadeias produtivas, a formação dos Clusters empresariais: Saber onde competir e onde cooperar.

    Um artesão não exporta, mas, 10 atersãos exportarão. Ronald Coaese em 1937 já afirmava que as empresas e podemos afirmar também as pessoas ocupam vácuos de mercado. Estamos esperando sempre por mais uma ajuda que deve partir dos outros, do que de si mesmo.

    Estamos procurando emprego, não estamos produzindo, vendendo … Como cresceram os chamados “tigres asiáticos”? Deixo a pergunta no ar (propositalmente) .

    Outra responsabilidades convido para reflexão os professores das Instituições de Ensino Superior. Estamos formando adequadamente os nossos novos profissionais?

    Por que nosso modelo de sociedade, literatura é tudo do passado e o mundo empresarial quer informações futuras? As pessas são elas que comamandam o sistema empresa, por que não mudamos as nossas atitudes?

    Por que a mortalidade de micros e pequenas empresas? Será que as Universidades estão preocupadas com esta pequena fatia de mercado que gera a maioria dos empregos. Contudo, ninguém investiga as suas causas, apenas apresentam os indicadores de mortalidades? Será que um pequeno empresário não consegue exportar… Mas será que um conjunto de pequenos empresários não poderiam cooperara e exportar.

    Difícil mesmo é saber quando cooperar e competir. Tudo vai bem, mas o que estraga a humanidade são dois pequenos problemas: DINHEIRO E PODER. As duas principais causas de desentendimento da humanidade. OS GRANDES DUELOS SEMPRE TIVERAM POR BASE ESTES DOIS PILARES: O DINHEIRO E O PODER.

    Eu que não nenhum apreço, tampouco sou chegada ao Futebol, tanto assim o é, que o máximo que entendo é quando se faz um GOL. Mas, fiquei presa numa frase do Jogador Marcelinho Carioca, quando ele falou a um jornalista: “Quer conhecer bem uma pessoa entregue a ela o poder”.

    Nós que temos que mudar o mundo, não o mundo de uma hora para outra ficará numa espécie de “Madre Tereza de Calcutá” . Ela só chegou ao prêmio Nobel por seu trabalho. Não com uma grande tese acadêmica, mas por meio da Cooperação. O que mudou foi o modo de agir.

    Um grande abraço a todos aqueles que estão dispostos a mudar o mundo, já tenho provocado muitas polêmicas sobre o tema em apreço. Mas, ainda não estou conformada, vou provocar muito mais.
    Grandes transformação vem da sociedade e não de um pequeno grupo de comando. Temos que influenciar de perto este grupo e não assistindo a um filme, já nós sociedades os colocamos lá. A decisão é nossa a manutenção também, a retirada é o que nos inibe.

    Certo dia um Senhor digamos como Clarice Lispector, com uns 18 anos de alma e 50 de Corpo falou-me assim: as pessoas querem emprego não trabalho. Estaria ele correto? Vamos refletir juntos, eu e todos aqueles que visitam este blog.

    Sobre crescimento econômico vejam os comentários que fiz neste Blog sobre o filme “O Jardineiro Fiel”.

  2. Concordo com a Ana! Palavras, palavras… Ação! Um abraço.

  3. Ana disse:

    Obrigada Lanna,

    Querida Lanna, ao passar na cidade de Fortaleza fiz um forte comentários sobre os serviços daquele aeroporto, identifiquei vários identificados. Para minha surpresa a Infraero não só deu resposta mas, assumiu os serviços que cabia aquela empresa.

    Fortaleza não é uma cidade que visito pouco. Eu não, mas, com certeza outros cidadãos e cidadãs usarão serviços melhores do que os enfrentei. Acredito eu, que cada um deverá cumprir o seu papel de cidadão consciente.

    Um grande abraço.
    Ana


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