Direitos Humanos na Semana da Unieuro 01Convidado pela Universidade EuroAmericana de Brasília, a Unieuro, estive ontem (9/11/2005) dando uma palestra sobre o tema “Direitos Humanos no cotidiano”. Era o início da III Semana de Relações Internacionais. Optei por fazer um breve retrospecto sobre a evolução dos direitos humanos no mundo. Passei em revista os principais eventos que ceifaram os direitos humanos de populações inteiras antes da aprovação pela ONU da famosa Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro de 1948. E aí, uma pausa para reflexão sobre o extermínio dos armênios, os horrores da I Guerra Mundial e o que daí resultou em um contexto positivo, qual seja, a criação da Liga das Nações. Convidei professores e alunos para uma breve visita à história da humanidade, sempre marcada por tragédias, guerras fratricidas e ódios acumulados, Era a própria história da estupidez humana, seja nos tempos antigos, seja nos eventos contemporâneos. Destaquei o genocídio das populações indígenas apartir de 1492, quando longe de simbolizar uma poética “Conquista do Paraíso”, registrou cenas de barbárie jamais vistas: civilizações inteiras foram obliteradas, populações dizimadas, nações saqueadas. Passamos pelos navios negreiros transportando força escrava da Mãe-África para os países do que deveria ter sido o Novo Mundo. Refletimos sobre o destino cruel concedido aos povos ciganos da Europa. E, então, chamei a atenção para o período de 1939-1945, quando ao longo da II Guerra Mundial, a humanidade testemunhou o holocausto de seis milhões de judeus na Alemanha de Hitler. E a detonação das bombas atômicas em Hiroshima e em Nagasaki, em solo japonês. A humanidade pode ser acusada de tudo, menos de ser inocente. E, então tivemos oportunidade de rememorar a criação em 1945 da Organização das Nações Unidas e de cotejar alguns dos artigos da Declaração dos Direitos Humanos, certamente, o mais importante documento jamais produzido em favor de toda a espécie humana. Pudemos concluir que a Declaração precisa ser, primeiramente, internalizada por cada um de nós e não apenas pelos Governos, pelas comunidades jurídicas, pela Academia. E concluir, com um pitada de dor, que temos falhado gravemente em defender estes direitos que são, diária e vigorosamente ignorados pelos governantes de plantão e pela sociedade como um todo. Com tristeza, pude afirmar que a cada três segundos e meio morre um ser humano de fome em alguma cidade ou vilarejo do planeta…. Uma noite catártica, se assim, podemos dizer!


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