Lázaro, o bom cacique dos Kiriris

CaciqueLazaro“Caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos irmãos, braços dados ou não.” Pois é. Esta é a estrofe inicial da música do Geraldo Vandré que incendiou a imaginação dos nascidos nos anos 60. Seu texto permanece mais atual do que nunca. Não importa se o Protocolo de Kioto irá vingar ou não. Não importa se a doença continua contagiando mais que a saúde. O que realmente importa é que somos todos tripulantes de um mesmo planeta, arregaçando as mangas para brindar um 2006 grávido de esperança. Aliás, o que não falta é esperança. Uma delas: o hexacampeonato na Alemanha. E para o Brasil 2006 promete ser rápido haja visto o número de grandes eventos: carnaval, copa do mundo, eleições gerais em dois turnos. Hoje vi uma foto do cacique Lázaro (esta que está na notícia), da nação indígena Kiriri. Lembrei com imensa saudade dos meus bons tempos de 17 anos quando pela primeira vez pisei em uma terra indígena. Exatamente na aldeia de Lagoa do Batico, dos Kiriris, claro! O bom cacique me recebeu de braços abertos. Mas que sabia eu dos anos futuros? Dançamos o toré madrugada dentro. Bebemos algo vindo de plantas fermentadas e podíamos ver o brilho nos olhos refletindo os tons amarelo-azuis da imensa fogueira. Daquele distante 1978 principiou um respeito e uma admiração enorme pelos bons Kiriris. E a decisão de que deveria lutar para que jamais os índios entrassem pela porta dos fundos… da História.

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