Kyoto e o Bloco do Contra

Kyoto e o Bloco do ContraSeis dos maiores poluidores do mundo se reuniram nas primeiras semanas de janeiro, na Austrália, para promover novas tecnologias de energia como uma maneira de mitigar a mudança global do clima sem sacrificar o crescimento econômico. O encontro é classificado por especialistas como um sinal de que o debate sobre o efeito estufa está se deslocando para o lado defendido pelos Estados Unidos, que prega a adoção de medidas voluntárias, sem compromisso de redução de emissões de gases. O grupo, chamado Parceria da Ásia-Pacífico para Desenvolvimento Limpo e Clima, é liderado pelo país de George Bush. Também integram o bloco Austrália, Índia, China, Coréia do Sul e Japão — países que, juntos, produzem quase metade dos gases causadores do aquecimento global. Fontes do governo australiano disseram à agência de notícias Reuters que a parceria pretende criar um fundo para ajudar a desenvolver tecnologias limpas, que seria iniciado pela Austrália com US$ 75 milhões. A China e a Índia são isentas de reduções por Kyoto, mas já sinalizaram que não aceitarão metas compulsórias num segundo período de compromisso do protocolo, previsto para 2013. Pelo andar da carruagem, o protocolo de Kyoto poderá configurar apenas mais um dos protocolos internacionais de boas intenções. E, como sabemos, são as boas intenções que pavoimentam as estradas de um mundo inviável, impossível de se viver. Ambientalistas classificaram o encontro em Sydney como uma “feira de negócios” para os interesses das indústrias. Enquanto isso novas mobilizações pró-Kyoto irão ocorrer ao longo deste ano. Quem viver, verá.


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