A luz da religião não pode ser obscurecida

A luz da religiao nao pode ser obscurecidaAgora tratemos de um filme que tem tudo para ser polêmico. Trata-se de “O Código Da Vinci“, baseado no best-seller de Dan Brown e estrelado por Tom Hanks. E, de certa forma nos faz lembrar da polêmica em torno de “A Paixão de Cristo“, de Mel Gibson, de 2004, quando lideranças católicas ao redor do mundo tentaram proibir o longa de ser exibido em seus países. O novo filme mexe em aspectos históricos da vida de Jesus. E abre várias polêmicas sobre temas até hoje aceitas sem contestação. . A estréia mundial foi no último dia 19 de maio. No Brasil, nas Filipinas e na Índia, grupos e autoridades já tomaram as dores do público contrário às idéias do escritor norte-americano. O Vaticano e Opus Dei também são contra. O advogado Affonso Pinheiro, dirigia-se recentemente para o Fórum Regional de Santo Amaro, em São Paulo, para tentar pela segunda vez a proibição do filme no país. Uma vez mais se coloca a questão do poder absoluto ou relativo da liberdade de expressão. O livro “O Código da Vinci“, que vendeu mais de 40 milhões de cópias pelo mundo, também já passou pela ira do Vaticano, que acusou a obra de conter várias “mentiras anticristãs” e convocou os católicos a boicotar o filme. E também a velha tradição brasileira de que não se deve discutir religião e política, pois haverá sempre pessoas a favor ou contra uma ou outra opinião. O que está preto no branco é que há poucos dias a medida cautelar contra a produtora e distribuidora Sony Pictures foi recusada na 2a. Vara Cível sob alegação de que não poderia ser atendida, já que a exibição do filme não confronta leis constitucionais. Aos poucos vemos que surgem ataques de todos os lados a temas religiosos caros aos seus milhões de adeptos. Uma coisa é certa, quando a luz da religião é obscurecida somente podemos esperar o caos social, pois além de termos uma natureza humana, temos antes, uma natureza espiritual, que sempre, aponta para o Alto.

3 Responses so far.

  1. Eiki disse:

    Dei uma lida rápida por aqui e observei que você é totalmente contra a amoridade científica reproduzida pela sociedade, mas bastante a favor ao viés religioso, né? Bem, no meu ponto de vista, essas duas posições são igualmente perigosas. Porque não sei com que argumento você pode afirmar que a religião sempre eleva o homem para o Alto. Pelo contrário, ele deprimiu o homem com suas superstições, ao ir contra a natureza, ao tomar como pecado o seu nascimento, a sua origem, o sexo, a expressão corporal do amor. Mas também me assusta que hoje não acredita-se em deus, mas acredita-se em tudo que é mais ou menos construído pela lógica, principalmente essa ficção científica…E também essa amoralidade científica em que tudo que é racionalmente plausível e consistente se equivale, em que sem deus, pode-se tudo, permitindo bombas atômicas, parrícidios, testes laboratoriais em humanos…

  2. SAM disse:

    Bem, acho interessante todos os comentários que se possam fazer sobre o filme. O que não achei mesmo nada interessante foi o filme. O endeusamento da ficção escrita por Dan Brown como uma certeza científica é o que me tem angustiado aqui, nos último tempos, pela Europa.

    A ciência em excesso leva a um materialismo tão letal com a religião excessiva convertida em fanatismo. O filme demonstra que deste lado da cortina, no mundo “civilizado” da cristandade também se pode dar o fanatismo religioso: a luz obscurecida da religião de que falava o Tom, que pode surgir em qualquer extremo. O bom senso é essa arte do “caminho do meio” prescrito por Buda e tantos outros.

    O que tinha o filme de especial? Bem, além de todas as incoerências e incongruências históricas no que concerne ao Concílio de Nicea e conjeturas que se baseiam em outras conjeturas que se baseiam em outras (quem me garante que o que eles encontraram no passado era mesmo o que eles achavam ter encontrado???), o filme (e provavelmente a obra escrita, não lida por mim: ainda bem!) é nada mais nada menos que um cocktail sortudo entre as mais diversas obras e filmes: Umberto Eco mal contado, com influência do Kevin Spacey em Suspeitos do Costume, uma melhoria de Os Dias do Fim, um Dogma não-cômico e até uma pitada de Andromeda do Gene Roddenberry.

    É um pouco como diz Pierre Boullé: o conhecimento hoje não é mais do que repetir o que disseram e fizeram os anteriores.

    Assim é: quando a ciência e a religião se mesclam sem nenhum senso ou lógico, os leigos gostam e os fanaticos dos dois campos rejeitam.

    Eu opto pelo caminho do meio!

  3. atila disse:

    NEM A LUZ DA CIÊNCIA DEVE SER OBSCURECIDA.


ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Observatório da Imprensa
  • Vale

ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Carta Maior
  • Meu Advogado