Dias de terror em São Paulo

Dias de terror em SPA poeira ainda não assentou. E a semana de terror vivida na capital paulista neste mês de maio continua assustando a vida da cidade. Desde o último dia 12 de maio, quando os ataques começaram, morreram 109 suspeitos de envolvimento nos crimes, 41 agentes de segurança –entre policiais e agentes penitenciários– e 17 presos rebelados. Foram contabilizados ao todo 299 ataques, incluindo incêndios a ônibus. Representantes de ONGs de defesa dos direitos humanos propuseram ao procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo Pinho, que uma comissão com membros da sociedade civil acompanhe as investigações sobre a morte dos suspeitos. Existe uma percepção, aliás muito forte, de há inocentes entre os 109 suspeitos mortos. O próprio governo paulista já reconheceu essa possibilidade, afirmou o coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves. Dias de terror. Afinal, quando a segurança pública está em xeque, é um clima generalizado de salve-se quem puder. Nos últimos dias os debates e a mídia vêm repercutindo as causas do aparelhamento de facções criminosas cujas lideranças mais expressivas encontram-se presas. Alguns analistas dizem que esta semana foi o nosso 11 de setembro, aquele dia dos atentados nos Estados Unidos. A questão do uso de celulares por presidiários continua sendo um desafio. Aumentar o rigor das penas volta ao centro dos debates. Mas, uma coisa é certa, há algo de muito podre em nossa sociedade e que necessita ser investigado em suas causas mais profundas. E isso passa pelo modelo de educação que dispomos hoje em dia, onde os valores humanos nem sempre são mencionados. Afinal os criminosos de hoje foram as crianças de ontem, que tiveram ou não tiveram educação básica….

One Response so far.

  1. sabrina disse:

    E as crianças de hoje serão os políticos e cidadãos de amanhã!! E nada está sendo feito!!


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